terça-feira, 19 de abril de 2011

e o nome descobriu a gente...

"O que há num simples nome? O que chamamos rosa com outro nome não teria igual perfume?"(Shakespeare, Romeu e Julieta).

Muitos nomes carregam histórias lindas, profundas, dignas de enredos de filmes até. Mas, nem todos... Meu nome, Renata, é simplesmente o nome que minha mãe gostava. Depois... Aos poucos fui descobrindo que o seu significado tinha mais a ver comigo do que qualquer outra coisa. Um dia detalho um pouco mais...


O meu segundo nome, Cristina, apareceu simplesmente porque tenho apenas o sobrenome do meu pai e, consequentemente, um monte de homônimas. Minha mãe tentou evitar que isso ocorresse colocando esse segundo nome meio desconexo aí, mas não é que existem mais Renatas Cristinas do que a gente esperava? É... gosto não se discute...rs. Eu raramente uso esse segundo nome. Assino sempre Renata C. e poucos sabem da existência dele. O engraçado é que muitos estranham o fato de eu ter apenas um sobrenome e já até me perguntaram se eu era filha de mãe solteira... Não, gente. Minha mãe tem apenas um sobrenome também, o do seu pai. Aliás, um sobrenome lindão italiano que eu adoraria ter também. Quando ela se casou com meu pai, ela tirou o seu sobrenome e colocou apenas o sobre do meu pai. Taí o saquinho a questão. Quando nascemos, não poderíamos ter dois sobrenomes iguais, não é mesmo? E assim foi. Meu nome é assim mesmo. Curtinho.

E então conheci o Beto, meu anexo fofo. E ele tem, sim, dois sobrenomes. GAD! Eu pensava sempre com empolgação na possibilidade de os nossos filhos terem um nome mais compridinho; mais presença, né gentem?

Engravidamos. Menino. Não sei se já falei, mas o nome da menina já estava escolhido pelo pai antes do exame. É um nome tão fofo que eu concordei sem pestanejar, contanto que o nome do menino fosse escolha minha, caso um machinho viesse antes. Fechado. E veio. O ultrassom do sacudinho comprovou e eu me vi numa dúvida eterna. Complexo esse lance de escolher nome de filho, né? O nome é um tremendo conceito, não é uma simples palavra. Observe o livro 1983, de George Orwell, por exemplo (que eu amo amo de paixão). Ali, no esquema ditatorial pleno, as pessoas não tem mais nomes - são números. Tirar o nome é o primeiro grande ato de anular o ser por completo. Isso é pesado, minha gente, profundo mesmo. Sem contar toda a questão numerológica que, para quem acredita, influencia na personalidade do futuro cidadãozinho... E agora?

Eu ouvi uma vez algo como "nome de filho a gente não define, a gente descobre" e é bem isso mesmo. Heitor ficou Heitor porque eu gostei do nome, pesquisei e curti. Achei que não poderia ser zoado na escola e que não teria uma conotação negativa. O nome cresceu em mim, sabem? Era Heitor. Depois pesquisei seu significado e também me dei conta de que Heitor é o nome de um dos maiores maestros e compositores que o Brasil já teve... Achei legal, mas isso não determina o caminho que meu Heitor seguirá, claro. Cada nome, um conceito, lembram? Cada novo nome, num novo homem, criando um novo mundo. E o fato é que criei um sentido novo também ao nome. Aqui, será apenas: Um homem feliz. É um bom significado, não é? Que assim seja.

p.s. Esqueci de acrescentar que o nosso pequeno nascerá Heitor Luiz (z mesmo), nome do seu vovô paterno que já foi dormir com os anjos também. A homenagem caiu bem, a nosso ver. E assim ficou.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O Livro dela

Lembram que eu indiquei um texto da Denise Fraga aqui?
Então, não é que descobri que ela lançou um livro muito fofo e auspicioso??


Muito legal, não?? Eu vou garantir o meu.
Vejam aqui, ó: Submarino

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Em 26 semanas, aprendi que...

1) ... Minha fome varia SIM. Antes, nem aquela gripe FILADAPUTA tirava minha fome de monstrinho. Agora, tudo muda. Tem dia que a fome não vem... Tem dia que vem com enjôo... Tem dia que vem de hora em hora.
2) ... Depilação em dia é luxo e bem irrelevante.
3) ... Planos estão aí para serem contestados pela vida.
4) ... Nem o melhor creme anti-estrias pode contra meu DNA.
5) ... Dormir durante o dia é muito mais gostoso do que de noite. Aliás, meu sono noturno anda capenga.
6) ... Grávida não está sempre feliz e saltitante. Temos nossos dias tenebrosos...
7) ... Meu marido é o próprio Jó encarnado.
8) ... Meus gatos sentem o Heitor junto comigo quando deitam no meu colo, além de estarem mais chameguinhos e grudados comigo.
9) ... Heitor pula e pula, especialmente depois do café da manhã e do almoço e reage ao meu toque na barriga, respondendo com um toque de volta.
10) ... Eu sou ainda menos fotogênica do que eu pensava.
11) ... O pessoal da blogosfera se ajuda, e muito! Fazem o bem sem ver a quem. Obrigada!
12) ... Uma palavra de ajuda vale mais do que aquele livro X ou calça jeans.
13) ... Aliás, descobri que eu vivo sem calça jeans (e sem um monte de outras coisas bestas).
14) ... Descobri, ainda, que comprar algo pra mim nem faz mais sentido.
15) ... Quando compro roupinhas fofas pro Heitor, chego em casa feliz da vida, como se tivesse me comprado algo.
16) ... Cheiro de roupa de nenê vicia.
17) ... O dinheiro do mês vai embora mais rápido do que cresce minha barriga.
18) ... Tudo me faz chorar. Até pegadinha do malandro.
19) ... Hoje é mais fácil me colocar no lugar da minha mãe e daquela mãe que arrasta a criança esperneando no meio do supermercado.
20) ... Sushi faz falta, muita.
21) ... Ovo frito molinho também faz.
22) ... Ultrassom é criação divina. Só pode.
23) ... Eu sou ainda mais brega do que eu me julgada - AND I LIKE IT.
24) ... O melhor que eu faço é fazer o meu melhor...

... Porque a beleza do Ciclo da Vida é com o cara lá em cima... e ele caprichou no enredo, né não?


(Aí eu choro messmo... 'funga-funga')

segunda-feira, 11 de abril de 2011

O MEDO: esse fanfarrão...

Vez ou outra ele aparece. Às vezes em forma de estresse com o marido. Às vezes em forma de insatisfação comigo mesma, minha figura, meus pensamentos, meus valores... Às vezes em forma de conflito de gerações com a minha mãe ou conflito cultural com o meu irmão... Às vezes, até, em forma de impaciência com amigos e amigas que, no seu melhor, tentam minimizar o impacto dessa minha nova jornada... Com a MELHOR das intenções. (p.s. Detesto a expressão 'de boas intenções o inferno está cheio'. Acho de uma amargura... Não! Uma pessoa bem intencionada vale por mil grosseirões do tipo 'to nem aí com você, se vira'. Quero dizer que adoro as colegas bem intencionadas tentando me ajudar a me ajustar com tudo isso, tá?).

E aí que tudo isso é o meu modo de dizer 'estou com medo, estou com pavor, estou freaking out, estou cagando de desespero - literalmente. sorry.'

COMOFAZ?
A pessoa aqui deseja ser mãe, casa e faz casa, como dizem os mais experientes, arruma tudo bonitinho, vive com um marido muito querido, vai ao médico, toma vitaminas, faz exames... E SURTA! COMASSIM?? Eu tenho meus momentos de calmaria, claro. Tenho meus momentos de segurança total e completa na 'mamãe aqui'. Como disse no último post, eu sei que nem tudo são flores e tenho isso bem claro diariamente - pra não esquecer... Mãs... A vida é assim - "mutante e redundante". Muda toda hora e, ao mesmo tempo, nos dá os mesmos tapas na cara, quando pode. É uma mudança sem contexto, um sentimento de ser inadequada que DEUSMELIVRE... Estou me sentindo inadequada no mundo, quero sair.



Ah! Indico a leitura rápida e deliciosa de uma das colunas da Denise Fraga na Crescer... Adoro os textos dela como mamãe. E adoro esse aqui, ó: Filho muda tudo. Ou melhor, revela.

O que será que Heitor revelará por aqui, hein...?

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Blogagem Coletiva: Maternidade REAL


E então que eu adorei a possibilidade de participar da Blogagem Coletiva, mesmo sendo minha experiência REAL bem limitada, quase inexistente. Mas, ao mesmo tempo, pensei que todos nós temos contato com a maternidade ao longo de nossa criação e, sim, temos idéias formadas, independente de exercermos a maternidade ativamente ou (ainda) não.

Estou grávida, beirando o 6º mês, e me questiono constantemente. Parte porque sou assim, questionar faz parte da minha natureza. Parte porque a condição de gestante ‘chama’ a introspecção. Exige.

Penso, na realidade, que analisar a maternidade REAL cai na análise do que vivenciamos como maternidade em nossa criação e do que esperamos conquistar como mamães potenciais. (Em minha condição atual, ok? A meu ver...). Eu tive uma criação bem real, bem pé no chão em todos os sentidos que cabem nessa expressão. Sem frescura e sem idealizações. Minha mãe foi mulher e chorou na nossa frente, se desesperou, se estressou, perdeu e recuperou a paciência ali, ao vivo, confundindo nossa cabecinha e fazendo com que entrássemos em contato com o real dela, o real nosso. Minha mãe não era heroína; era, ao contrário, a anti-heroína bem mais comum e sobre a qual pouco se falava, ainda mais na época em que ela foi criada. Minha mãe era a mulher furacão que, tão presente em nossa vida, parecia viver seus conflitos de maneira tão transparente que aprendi a rir daquela maternidade de novela das oito, saca? Claro que quis muito ter certos aspectos daquela maternidade na minha vida de filha, mas depois não quis mais. Tudo era assim e pronto. Minha mãe ama e odeia na mesma intensidade e odeia quem ama também, muitas vezes. Depois passa. Ela é assim. Uma coisa é certa: Ela estava sempre ali. Bem ao lado. Sempre. A bronca vinha antes do afago, mas vinha dela. Nunca mandava recado. É a realidade nua assim. Minha mãe.

E, sendo assim, essa experiência faz parte de mim hoje e agrega valores aos meus questionamentos a respeito do meu filho e da maternidade que vou exercer. Sou capaz de seguir exemplos que tive e igualmente capaz de mudar um pouco a rota que minha mãe escolheu seguir. É bem necessário evoluirmos, nos adaptarmos a um novo tempo. O tempo, confesso, que confunde porque temos mais liberdade do que outrora e, conseqüentemente, mais conflitos e inseguranças. Será que estamos fazendo certo? Será que conseguiremos criar um ser-humano decente? Feliz?

Confesso que meu primeiro sentimento quando me descobri grávida foi bem diferente do que se publica por aí em revistas de celebridades. Eu pensei ‘Fodeu’ e fiquei uns 10 minutos em choque. Alias, meu marido sentou ao meu lado no sofá da sala, e ficou imóvel comigo também. Aposto que a Revista Caras não estamparia nossos rostos pálidos, olhos esbugalhados, logo abaixo da manchete de nossa gravidez tão esperada. Aposto. Impossível. Isso é coisa que não se fala. Mesmo nos tempos de hoje. Por semanas e semanas eu me culpei por ter sofrido com a gravidez num momento inicial, mesmo querendo tanto! Como eu pude rejeitar meu filho? Ele vai me odiar, certeza... Olha lá eu brigando com o ideal... Depois, sofri com enjôo e com a falta de glamour... Mentiram pra mim. Eu achei que minha beleza ia aflorar, minha pele e cabelos iam resplandecer todo amor que carregava dentro de mim... Pois bem. Colegas, caso encontrem algum restinho de glamour e dignidade sobrando por aí, mandem pra mim, sim? Só um tico a gente já agradece...

Por outro lado, quando a onda de amor puro vem, ela vem com mesma intensidade. MESMA. E a gente quase cai pra trás tamanha a força... Eu tomo banho e choro, imaginando o barulho do chuveiro ecoando no ouvidinho do meu Heitor. Escuto músicas e choro, imaginando que o pequeno as escuta junto comigo... E agradeço por construir esse laço com um serzinho tão esperado e querido já, desde já.

E, por ter acesso a informações, à blogosfera materna tão útil e, principalmente, por me enxergar como sou (com tudo de bom e ruim que carrego), eu desejo exercer uma maternidade mais humana e real do que tentam nos vender nesse estágio. Hoje, espero passar perrengue e ter acessos de choro. Espero ter dificuldades e pedir ajuda. Espero ter dúvidas e não amar incondicionalmente meu filho desde o minuto zero... Sei que precisaremos do nosso tempo. Espero respeitar meus limites e os dele e os do meu marido e os da nossa família... Espero fazer merda e arrumar a merda com o mesmo amor. Merda e amor combinam; sempre combinaram na minha vida bem comum e transparente. Com amor tudo dá certo no final, mas filtro cada dica (das milhares que pingam no nosso ouvido de penico), cada livro, cada expectativa irreal que vem da minha cabeça mesmo, da minha experiência cultural como mulher. Uma vez li que a vida é linda justamente por ser variável... E é isso mesmo!

Uma coisa é certa:

Um dia, meu filho vai dizer: “Ela estava sempre ali. Bem ao lado. Sempre. Nunca mandava recado. É a realidade nua assim. Minha mãe”.

Tem coisa que a gente não muda e nem quer mudar!
 
Selinho By Anne
Blogagem proposta por Carol Passuelo

terça-feira, 5 de abril de 2011

tudo novo de novo...

O nome do blog mudou - veio da música que tanto me emociona nos últimos tempos e me faz pensar no meu ratinho fofo que cresce dentro de mim (ele já tem nominhos estranhos) .Vem da minha vontade de dizer a quem vier - "Bem-vindo!". Vem da minha nova forma de ver e 'vestir' o mundo no corpo.

Eu lhes devo desculpas...
Me atrapalhei, me perdi e me escondi. Sem blog nem nada. Achei que exposição me fazia mal, parei. Achei que a falta de comentários me fazia mal, parei de me importar. Mas, o fato é que eu assumo que estava errada. Assumo 'mermo'. Estava. Estou sempre, constantemente me reencontrando, não é mesmo? Estava errada, pois a exposição não é maléfica - ela até me tira do meu mundinho e me faz compartilhar um pouco mais de mim - e ouvir um pouco mais dos outros. A falta de comentários não me machuca mais. Um comentários especial vale por 100. E sim, você que sempre comentava - vale. Vale muito.

A nova fase pedia uma nova 'cara' de passagem para quem quisesse vir. Pedia um novo gás. E o 'Des-manual' da vida, a confusão em pessoa, pouco a pouco dá lugar à vontade de apenas dizer: "Que maravilha de vida!". Não que eu seja menos confusa hoje, depois de exatos 30 dias sem blogar. Nãããão. Ainda não inventarem essa fórmula de mudar a pessoa por dentro! Mas, acho que estou andando por um novo caminho hoje... Por que não chamar quem quiser para andar comigo?
Venha!
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