sábado, 25 de junho de 2011

Vieste, filho lindo! Bem-vindo

Esquece o post de ontem. Todo tranquilão e cheio de garantias... A vida não dá garantias, né?
O exame de ontem deu liquido baixo novamente... Heitor um pouquinho mais desconfortável... Quando menos esperava, eu conheci sua carinha linda...
Tô babando, lambendo e completamente sem palavras!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Atualizações master resumidas

E então que eu já to quase na semana 37 e não falei mais de como andam as coisas com o pequeno, né? Estou ainda devendo e-mails pazamiga (né, ??), mas resolvi entrar aqui rapidinho e listar algumas coisas a jato antes de sair de casa:
Heitor está bem e enorme! Pesa já mais de 3000kg (segunda-feira o peso era 3155kg). O meu líquido até segunda-feira estava sob controle, ou melhor, aumentando! Chegamos a 93ILA. Pode aumentar mais ainda, mas já é um bom sinal. Digo 'até segunda', pois estou indo agorinha mesmo fazer um novo ultra. Quinta-feira tenho consulta com meu GO e vamos avaliar tudinho novamente, mas ele tá feliz e eu hiper aliviada. Tudo indica que Heitor ficará na barriga até ele 'querer'. Ou seja, tudo indica² que ele vai ter que pedir pra sair pra nascer. Vamos esperar o tempo dele mais um tiquinho. Se esse tempo não chegar e passar do prazo, a gente vê no que dá. Mas, eu acho que não... Estou super achando que ele vem logo logo. Meu homenzinho vai tocar o terror rapidinho aqui fora. Vocês vão ver! A preocupação do médico com o líquido é que, claro, não deve abaixar tanto quanto estava e, como Heitor é um bebê grande, deveria 'produzir' mais xixi e o líquido deveria estar maior - esse seria o padrão. Mistérios... Vamos ver o que rola hoje, né? O que rola na quinta. Fora isso, o lindinho está bem, feliz, saudável, tudo funcionando normal e nada o afeta nesse momento, minha gente. Continua mexendo e remexendo gostoso e eu continuo acordando de madrugada sei lá por quê. Meu horário de praxe é 4am! Aliás, eu iria fazer o exame hoje láááá pelas 10am... Como já acordei, estou indo agora cedinho mesmo. Marido me acompanha de madrugada, me acompanha cedinho, me acompanha tardinho, tudo. É um anjo. Hoje mesmo acordei e lembrei de uma música bizarra que diz "Eu vi doendes" e tem uma risadinha ridícula no refrão... Me deu um pânico de grávida, gente... Acordei o marido para dizer que estava com medo de doendes imaginários... Se ele se casou comigo, tem que aguentar, né não? Baita teste para ver como ele se sairá (em termos de humor) quando Heitor cismar em fazer festa no apê madruga a fora.
Suspiros....
Ai ai....

terça-feira, 21 de junho de 2011

Como matar minhocas?

Eu tenho uma criação de minhocas em casa. Apartamento, na verdade. Minhocas grandes, pequenas, filhotes e adultas e algumas na flor da idade. São minhocas oportunistas essas que eu tenho. Isso porque elas aproveitam um momento de cansaço e vulnerabilidade da minha pessoa para aparecer tudo de uma vez só, me deixando louca com a vassoura na mão, espantando uma a uma. Mas, sabecumé... Elas somem, se enrolam - covardonas que são - e logo depois que a poeira baixa, elas renascem das cinzas e me mostram que estão lá ainda... vivinhas... prontas para o meu próximo momento de fraqueza.
Não.
Eu não tenho um jardim melequento de minhocas na minha varanda (ainda!), mas tenho uma criação delas na minha cabeça.
Quem não tem uma ou outra?
Duvidoooo. E também não confio em quem não tem problemas, em quem nunca sofre de mal-humor e quem diz que não encana com NADA. Me chamem de cínica - acredito na polaridade da vida. Acredito nos 'ups and downs' como rumo ao auto-conhecimento e evolução da nossa espécie que anda meio caidinha, coitada.
Mãs...
Minhoca demais atrapalha, empaca, prende. Muitas vezes me vejo presa num emaranhado de minhocas que eu mesma crio e alimento e nem me dou conta disso! Já melhorei bem, mas santo DEOS... ninguém merece ser assim tão analítica-crítica-pensativa-confusa como eu! Vou contar um causo aberto à análise (mas fechado a julgamentos maldosos, tá? O blog é meu e eu que mando nesse troço, ora!).
Enfim.
Eu tenho uma diarista. Antes, eu tinha uma empregada que vinha diariamente e provavelmente continuaria me salvando me ajudando aqui após o nascimento do Heitor. Mas, como nada se planeja nessa vida, ela se foi e agora tenho uma diarista que é ótima (indicação de uma pessoa muito meiga e fofa na blogosfera, aliás) e quem vem aqui uma vez na semana. Claro, fomos nos adaptando, tudo ok. Normalíssimo para mim cuidar da casa, roupa e marido me ajudar com cozinha e afins. A gente faz na maior mesmo, juro. Mas, vou contar pra vocês um segredo da minha personalidade bagunçada: Eu tenho vergonha de deixar muita sujeira para a diarista (o mesmo era com a empregada, então, não é a pessoa em si).
Sim.
VERGONHA! Fico acanhada messssmo.
É assim. Eu tenho vergonha de deixar o fogão sujo demais e me mato por dentro pensando no quê a dita vai pensar quando vir minha cozinha toda largada quando ela chegar. Eu também não consigo deitar no sofá ou dormir aquele soninho da tarde tranquila enquanto tem gente diferente na minha casa. Fico pensando "vão pensar que sou uma folgada completa, que não tenho trabalho e sou sustentada pela minha mãe" (a pessoa aqui viaja mesmo). Meu marido passa a maior parte do tempo trabalhando em casa e eu muitas vezes tenho vergonha quando ele se senta no sofá depois do almoço pra ver o jornal e tem gente diferente em casa... Vão pensar o mesmo, penso eu... que a gente é folgado. Mas, a gente não é! Mas, dane-se se a gente for! Mas, eu não consigo atinar com isso. Eu sento com ele, a gente conversa, a diarista respeita master (assim como a empregada respeitava), mas minha cabeça fica um pouco longe. Sem rumo. Minhas minhocas me dizem que eu tenho que mostrar estar fazendo algo produtivo o tempo TODO. Eu não posso me sentar no sofá em plena quarta-feira à tarde. Mas, eu me sento. E as contas estão pagas. E tudo está ok. E a cozinha suja é trabalho mesmo da diarista, pago-a para isso, mas a cabeça viaja... Agora mesmo, plenas 36 semanas de gravidez, eu às vezes tenho vergonha de dizer ao mundo que não faço nada rentável no momento. Estou dando um tempo. Tenho dinheiro guardadinho para as contas e minhas coisas. Quero mudar de rumo profissional e estou buscando uma outra faculdade para se ajeitar entre nosso horário e o do Heitor. Marido me ajudará muito ficando em casa e se revezando comigo enquanto o Heitor ficar em casa sem escolinha, já mais do que conversamos sobre tudo isso e tenho pleno apoio familiar... Essa é a dinâmica que estamos criando para nós... Mas, por que eu tenho vergonha disso?? Desde que engravidei, tenho menos medo de mudar. Antes, tinha medo de largar algo que não me satisfaz e me enfiar no incerto... Hoje não tenho mais. Sei que é andar contra a maré, parece loucura! Mas, parei tudo, foco no Heitor e na minha família, mas por que ainda me incomodo com os olhares julgadores das minhas minhocas?

Mas, por que ainda não descobri como matar o raio dessas minhocas??

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Oi, Heitor, tudo bem?

Daqui

E então que eu desejei essa gravidez, esse filho saudável que carrego aqui dentro, planejei meio por cima e tudo aconteceu rapidinho. Uma benção de verdade. Alegria e confusão. Os dois lados da moeda ao mesmo tempo. Medo. Dúvidas. Maravilha... Estado de graça.
E então que eu me vi lendo e relendo artigos online sobre a importância de um monte de coisas, incluindo a importância da comunicação mãe-bebê já nos primeiros meses de gestação... Passar a mão, acarinhar, falar, conversar, cantar, ler uma história, colocar uma música... Artigos e teorias não faltam vocês sabem! Mas... Como atinar com tudo isso sendo eu uma pessoa retraída. R-E-T-R-A-Í-D-A ao extremo. Bom, talvez não ao extremo, mas consideravelmente...
Essa dificuldade de expressão eu percebi agora mais acentuada. Fato. Eu sempre fui mais retraída no que diz respeito a sentimentos. Ficar vermelha ao receber um abração forte, sou eu! Engraçado que tem muita gente por aí que não me acha tímida nem nada... News flash!! - eu disfarço bem...rs.

Comecei a pensar que deveria me comunicar mais com o Heitor quando passei a senti-lo mexer mais substancialmente. Um fofo, delício da mamãe. Aliás, não que eu 'deveria' me comunicar mais, mas eu 'queria' fazê-lo. Sem grilo mesmo, queria apenas acarinhar meu filho já desde o ventre. Vou relatar o que se passou comigo, ok? Nesse quesito (como em tantos outros) não existe certo ou errado.

Música: Eu sempre gostei muito de música. Minha memória musical é profunda e ampla e eu passei a selecionar músicas que me emocionam e tocar o 'play' pro Heitor ouvir comigo. Alguns criticam, outros nem tanto, mas pra mim é mais algo como "filho, escuta essa música com a mamãe, não é legal??". Fim. Um compartilhamento. Comecei nesse passo e eu me achava A pessoa desenvolta e super resolvida com a expressão de sentimentos nessa fase! Até teve um dia que, conversando com a Carol, eu comentei que era hiper fácil para mim me comunicar com Heitor via barriga. Aham... Mentira. 

Cantoria: Eu canto no banheiro. Comecei assim desde sempre, desde que ainda morava com a minha mãe e tinha que ouvir ela reclamando do gasto da água ou da minha desafinação mesmo. Enfim. No começo da gestação, cantava "No Recreio" pro Heitor e essa música ainda me arrepia. É nossa música e nosso clipe sei lá porquê, não tem jeito. Essa parte da cantoria não foi difícil. Eu canto toda hora em todo lugar, baixinho. Sempre lembro de uma música do nada e marido já acostumou. Aliás, eu me sinto tão a vontade no meu lar, que essa parte passou a ser menos tímida.

Conversê: Bom. Aqui eu percebi que travava na presença do meu filho ainda não nascido. Verdade. Estou escrevendo e pensando aqui como vocês vão receber esse post. Ridículo? A pessoa aqui é tímida, retraída e cheia de neuras... Posso dizer com toda certeza que aprendi com meu marido a amar sem medo e agora ainda mais com meu filho lindo, fruto de nossa união cheia de amor e respeito. Eu acho que não sabia nada disso antes! Como construir a mãe que quero ser sem esbarrar em um monte de questionamentos? Impossível... Eu comecei a acariciar a barriga e, quando Heitor mexia, eu dizia simplesmente "Filho..." Com todo carinho e amor que eu pudesse, mas não passava disso. Filho... Daí, evoluímos para "Heitor, que foi, filho?" ou "Que é isso, Heitor? Tá dançando dentro da mamãe?". Quando acho que o dia foi agitado demais e ele, consequentemente, não parou um minuto de se mexer na minha barriga, eu aprendi a acalmá-lo "Shhh, calma, filho, mamãe tá aqui". E assim foi nossa evolução... Eu antes falava baixinho, hoje falo alto mesmo. E depois que converso com ele, eu me sinto vencedora de mais uma dificuldade que o emocional havia me imposto. Não pensem que fui criada por lobos numa caverna... Não... Mas, algo em mim é assim, minha natureza misturada com alguns episódios determinantes, como é a vida de todos nós. O fato é que estou aprendendo mesmo a amar e falar de amor mais constantemente e para todo mundo ouvir, sem medo.

Nessas horas lembro da frase daquela mesma música que citei lá em cima... Lembro e repito:
Filho, "vem me ensinar a falar; vem me ensinar a ter você..."

Essas coisinhas cremosas mal chegaram ao mundo e já nos ensinam um montão, né?

p.s. Preciso dizer, ainda, que também 'converso' com Heitor via telepatia..hehehe. Ele me entende, eu sei. Conto para ele todos os segundos como ele é amado e esperado desde já. Papai também fala com ele e com mais desenvoltura do que eu! A primeira vez que ele passou a mão na minha barriga e falou com o nosso pequeno, eu derreti. O paraíso pode ser aqui mesmo, né?

segunda-feira, 13 de junho de 2011

update!!!!

Desculpa escrever assim voando e meio de qualquer jeito, mas estou cansadona hoje...rs. Passei o dia quase para fazer o exame e conversar com meu médico, mas ó, BOAS NOTÍCIAS::
HEITOR NÃO DEVE NASCER TÃO JÁ - POR ENQUANTO.
O líquido está estabilizado hoje e vou repetir um exame na quarta-feira, para uma nova consulta na quinta. Heitor está ainda nadando num laguinho mais escasso, mas ainda nada que o comprometa. Está crescendo (já pesa quase 2,900kg minha gente! esquema de engorda em dois dias já aumentou quase 200g) e pulando eternamente.
Tudo nos conformes.
Agora, como disse minha amiga Joci, é 'pernas pro ar e água pra dentro' e acompanhar, acompanhar, acompanhar. Pode ser ainda que ele venha antes, pode ser que não, mas vamos acompanhar de perto esse detalhezinho a partir de já.
OBRIGADA PELA FORÇA. A TODAS QUE ME MANDARAM BOAS VIBRAÇÕES. FUNCIONOU, VIRAM?? :)))

Beijaoooooo

sábado, 11 de junho de 2011

Bebeu água?! Tá com sede?!

E então que tomei o primeiro grande susto desde que me descobri recheada de Heitor... 

****

Eu posso até me considerar uma privilegiada, sem dúvida! TRINTA E CINCO semanas sem qualquer intercorrência substancial, todos os exames nos conformes, barriga crescendo, Heitor se remexendo muito... Soluçando... Pulando... Tudo ok. Perfeito. Tinha dias que eu pensava que estava tudo bom demais para ser real - coisa de quem se boicota o tempo todo, ainda mais quando está feliz...

Daí que tomei um susto e vou compartilhar casamiga da rede...

****
Quinta-feira agora foi dia de consulta. A última havia sido no mês passado, tão longe... Lááá atrás, eu fiz um US com doppler e a médica que o aplicou não fez qualquer observação. Eu, em estado raro de graça, acabei por pegar o resultado do dito apenas nessa quinta para levar ao médico. Sem grilo - olha só que coisa linda! Cheguei no médico, blá blá blá, e ele me solta:

- A médica que fez o US comentou sobre a redução do seu líquido amniótico?
- Nããããão. Por quêêêê?? (drama queen forever).
- Porque está baixo, Renata. Não está tããão baixo a ponto de eu te mandar correndo pro Hospital, mas está menos do que deveria. 
- Tá...
- Faz assim. Amanhã vou estar de plantão na Maternidade. Vai lá, assim repetiremos o US.

Ok. Final da consulta. Blá blá blá. Ele falou mais algumas coisas sobre "falta de hidratação materna". O frio inibe nossa sede e eu acabei deixando passar esse detalhe. Sim, assumo. Tomei menos água esse mês... A simples recomendação de correr para refazer um exame no dia seguinte me apavorou, claro. Mas, engoli seco e fui.

Ontem, marido e eu passamos umas horinhas no PS com meu médico e, de posse do exame refeito, a conversa foi a seguinte (resumindo, claro, e omitindo todo o #mimimi e #chororô que me couberam):

- Bom, Renata, o líquido continuou caindo. Ainda não é indicação de parto emergencial, mas pode vir a ser... 
- Tá...
- Tome muita muita MUITA água esse final de semana e volte na segunda-feira para outro US. Se o líquido estabilizar, vamos repetir o US mais umas vezes e acompanhar, segurando a gestação o mais próximo possível da semana 38... Se não estabilizar, marcamos tudo pra essa semana.
E-S-S-A-S-E-M-A-N-A-?-?-?-?

Sim... O ambiente da barriga tem que estar proveitoso pro desenvolvimento do baby. Caso algo esteja comprometendo seu desenvolvimento, melhor que ele termine seu desenvolvimento do lado de fora... O líquido não pode baixar muito mais do que está. No momento, Heitor ainda brinca em seu laguinho escasso, respira normalmente, segura e puxa o cordão umbilical (sim, a médica nos mostrou isso no US), me empurra as costelas com seus pezinhos de chumbo, pesa quase 2,700kg e se desenvolve normalmente - coisa linda da mamãe... Mas, caso isso seja comprometido, ninguém quer arriscar, óbvio. Eu não quero! O médico hiper cauteloso não quer.... Marido idem... 

Racionalmente, eu sei que nem tudo depende de mim. Segundo o médico, eu posso me entupir de água e, mesmo assim, o quadro não ser revertido, uma vez que a minha placenta pode não estar mais dando conta do recado. Isso ocorre simplesmente porque tem que ocorrer, sem explicação. Mas, pode ser que consigamos reverter o quadro e segurar Heitor mais tempo, com saúde. 
Emocionalmente, eu me culpo. Deveria ter me entupido ainda mais de água... Comido melhor... Deveria ter pego o resultado do exame antes da consulta... Já via o laudo... Já ligava pro médico... Minha placenta deve ser uma merda, um cocô. Meu filho merece mais...
Emocionalmente², a idéia de tirar o pequeno daqui sem entrar em TP e antes da hora esmaga meu coração e o quebra em pedacinhos... Imagina o desconforto que ele vai sentir... Paciência... Não posso protegê-lo de todo sofrimento do mundo... Mas, eu queria! Mas, não posso... Mas, eu queria tanto...

Não se trata, portanto, de algo sacramentado. Segunda-feira refaremos o US e teremos a resposta.
O líquido baixou um pouco mais? - Agendamento de cesárea rapidinho.
O líquido estabilizou? - Agendamento de mais US ao longo dessa semana e da outra, sempre acompanhando a evolução.

Claro que bateu o desespero. Esse post está bem desordenado por isso. Bateu o desespero materno de "Xi, será que estou pronta? Jááá??? Não! Eu tinha mais um mês!!!" e tantas outras frases desesperadas que vocês devem conhecer... Mas bateu junto uma confiança de que ele ficará bem, independente de qualquer coisa. O peso dele tá bom, a atividade cardíaca excelente... 

E o marido? Marido tem sido um anjo desde sempre, especialmente desde ontem... Fica com mil olhos em cima de mim. Repete o tempo todo "Amor, fica tranquila, viu? Tá tudo bem". Não sei se ele quer se acalmar ou me acalmar, mas funciona das duas maneiras...rs. Chegamos em casa ontem por volta das 22:30hrs e ele ainda foi até o mercado 24hrs comprar trocentos litros de água de côco, garrafinhas de água e suco. 

Ele me enfia güela abaixo uma caixinha de líquido por minuto. Pior que o engraçadinho já aprendeu a me manipular...

- Amor, toma mais um, vai... Faz bem pro Heitor.
Assim, ele consegue tudo de mim...rsrs.

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Voltando do hospital, paramos numa subida com o carro. Engatamos o freio de mão e esperamos o farol, pensando juntos que aquela subida não estava nos planos... Muito menos parar bem no meio dela. O farol abriu. Seguimos com coragem. Cantou o pneu do carro, mas o carro não morreu. Conseguimos, eu pensei. A gente sempre consegue, ele disse.

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Ao deitarmos, eu coloquei minha cabeça no peito dele e perguntei: "Amor, e se essa for uma das últimas semanas nossa sozinhos? Sem Heitor? E se tudo mudar assim, de repente?". E ele me respondeu: "Ué, mas não era essa a idéia?". E eu lembrei de novo, pela milésima vez, porque me apaixonei por ele e porque ele é o pai dessa sementinha linda.

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Foi difícil escrever esse post, tentando ser objetiva e pensando em tanta coisa ao mesmo tempo... Misturando tudo na minha cabeça... Eu estou chateada, mas fazendo tudo que posso. O que não está ao meu alcance, deve dar certo no final. Né?

domingo, 5 de junho de 2011

Selinhos!

Pois é, minha gente. Ganhei mais dois selinhos esses dias e vou compartilhar logo antes que eu esqueça, como já aconteceu com selinho que ganhei de gente querida...desculpa...vergonha...mimimi e chorôrô.
O primeiro eu ganhei da Beca, figuraça da mommysfera carioca.

Adorei!As regras são:
- Falar por que a mommysfera te faz tão bem: Olha, eu respondi isso no outro selinho que a Sarah me mandou, mas resumo: Me faz bem porque não me sinto só. Compartilho e leio lições importantes!

- Indicar 5 blogs: No final indico tudo de uma vez, fechado?


O segundo selinho, eu ganhei da Celi, uma das minhas recentes descobertas da blogosfera. E que grata descoberta! Uma fofa! Ela vive na Alemanha e escreve textos incríveis! Adorei!


E as regrinhas são:
1) Linkar o blog que te indicou.
A Celi, do Blog Nova vida, Vida nova


2) Quais são seus maiores sonhos?
Vixe, tantos... Hoje, não poderia deixar de incluir meu primeiro filho nessa resposta. Sonho em ver Heitor crescer e se transformar em um homem de caráter, digno e honesto (consigo mesmo e com os que estejam ao seu redor). Sonho em ser a melhor mãe que ele precise. Sonho também em fazer um novo curso e mudar de rumo profissional. Sonho, ainda, em fazer uma viagem à Europa com marido... Deixa eu ver... Que mais... Sonho em morar em uma casa grande com quintal, cachorro, piscina e horta, relativamente longe da loucura de SP, mas não tão longe a ponto de não poder passar por lá quando quiser. Por enquanto, é isso! Novos sonhos sempre surgem, né? 

3) Para você, a aparência importa?
Física? Nunca. A aparência de um lar? Depende... Não gosto de receber pessoas quando minha casa está um caos!

4) O que é ser feliz?
Ser feliz, para mim, é acreditar. Ter esperança e acreditar na mudança é sempre um ótimo combustível para a felicidade. Às vezes, a felicidade está na busca pela felicidade e não no produto em si. Ser feliz é se respeitar como somos.

5) Você é uma pessoa amiga?
Hahahaha. Não, não. Sou péééésima, maléééévola, terrííííível. Brincadeira. Sou amiga, sim, de quem é meu amigo.

6) Conte-nos 4 defeitos seus.
- Eu me culpo por tudo e me cobro demais.
- Minha auto-estima tem altos e baixos.
- Tenho um lado depressivo chato, que vira e mexe dá as caras por aqui.
- Não lido automaticamente bem com mudanças bruscas. Sempre preciso de um tempo para reorganizar minhas expectativas.

7) Conte-nos 4 qualidades suas.
- Sou sorridente! Adoro uma gargalhada e não fico muito tempo sem sorrir, mesmo quando estou chateada.
- Não acredito que o dinheiro é dono da felicidade (acho isso uma qualidade).
- Sofro com o sofrimento de pessoas queridas, acho que sou bem solidária.
- Sou apaixonada por animais.

8) Tem algum preconceito? Se sim, qual?
Não vou mentir e dizer que não. Não tenho preconceitos contra cor, raça, sexo, condição social etc... Mas... Já julguei uma pessoa pela aparência SIM, já torci o nariz para escolhas diferentes da minha SIM. Isso considero um preconceito da minha parte. Estou em processo de mudança, evolução sempre, mas não deixo de errar...

9) Indique alguns blogs:
Isso é complexo, ainda mais se tratando de selo com perguntas, né? Eu particularmente adoro, mas há quem não goste... Como tenho que indicar blogs pro primeiro selinho também, vou indicar alguns blogs para receberem AMBOS. Quem quiser postar, fique à vontade. Quem não quiser, sem problema. Tudo bem assim?

Joci - Tá na hora do chá
Sarah - Mãe do Bento
Tatiane - Sopa de letrinhas da Tati

Prometo que se eu pensar em mais algum ou conseguir determinar algum que curta um selinho, eu adiciono, ok?

Por hoje é isso! Amanhã tem mais besteira por aqui.
Bom domingão!

sábado, 4 de junho de 2011

Consumo e assumo

Antes de mais nada: Nunca mais usarei a palavra 'insight' num título de post, jurO. Deu, né? Cansei. Daqui a pouco eu ia ter que trocar o nome do blog mesmo ou voces iam debandar geral. Pronto. Assunto resolvido. Vou ser mais criativa.
***
Antes de mais nada²: Esse post saiu meio por acaso. Eu tinha dois assuntos para tratar (1. dificuldades relativas a minha intimidade com a barriga, o 'falar' com a barriga e etc... e 2. o meu lidar com a minha casa e a forte concepção de que a mulher TEM QUER fazer X e Y... mais sobre os papéis do homem e mulher - próximos capítulos). Mas... daí que... 
***
... outro dia eu estava acompanhando de longe uma discussão no twitter sobre consumo excessivo, especialmente o consumo de produtos para crianças e/ou para pessoas que tem crianças e são levadas a acreditar que uma coisa é mais essencial do que outra. Acho que era a Anne que estava falando sobre isso com um perfil de uma escolinha, não é? Não lembro, desculpem! Mas, lembro que a coisa toda me fez pensar. Claro, mamães e papais de primeira viagem são presas fáceis para propagandas de produtos essenciais para o novo rebentinho. Claro, crianças veem tudo e querem tudo e desquerem tudo assim, na maior rapidez, normal. Pelo menos é o que vejo nas crianças com quem tenho contato. 
O Clube do Brinquedo, aliás, desenvolve uma proposta genial! Eu adorei e não vejo a hora de usar com Heitor. O fato é que eu mesma comprei pouquíssima coisa 'high-tech-master-blaster' de brinquedo pra ele até agora. Também comprei o básico em termos de vestimentas para ele e para mim... Mas, penso em tantas coisas. Primeiro, eu mesma já fui altamente consumista. Hoje, arrumando um armário esquecido, encontrei coisas de que nem me lembrava mais e tive vergonha. Ao mesmo tempo, assumo - eu aprendi isso agora, com o peso das contas que vem junto com um novo membro da família. Segundo, o mundo moderno é tão tão tão rápido que as crianças jamais seriam diferentes. Tudoaomesmotempoagora - esse é o lema. Penso nisso e tenho certo medo do que vem por aí. Porém, acredito que podemos fazer a nossa parte, não é mesmo? 
Aqui a regra - mesmo entre adultos - é o consumismo longe de pressão marketeira comercial. Assim: dia dos namorados, dia dos issos, aquilos, fica fora do lance do presente, a não ser que tenhamos real vontade de presentear um ao outro. Se eu vejo algo que tem a cara do meu marido, quero lhe fazer um agrado, compro. Se o dia dos namorados chegou e eu nem consegui pensar no assunto, não saio feito louca pelos shoppings, matando Deus e o mundo e buscando um presente pra preencher a data. Nunca. Nem ele faz isso. Nos recusamos. 

(Pausa. No dias das mães desse ano eu ganhei presentinhos e me senti muito muito feliz. Marido pensou em mim e não na data. Marido se empolgou com nosso primeiro rebentinho e considerei isso como sendo nosso 'luxo' financiado por nosso trabalho. Que mal há nisso? Para mim, é muito diferente do que sair comprando deliberadamente. Despausa).

Sendo assim, espero ensinar Heitor da mesma maneira. Melhor ainda - dar o exemplo certo. Há presentes e presentes. Para nós, uma cartinha é um presente querido. Nós mesmos trocamos cartas até hoje, Beto e eu. Um bombom da quitanda com um post-it dizendo "Pensei em você" é um presente valiosíssimo! Sou do tipo que ainda guarda embalagens e tals... Adoro que 'pensem em mim' e nunca nunca meço o valor desse pensamento de acordo com algo material. Quero ensinar assim. 
Aqui também curtimos o lance de 'um presente por vez' que corresponde à estratégia infantil de 'um brinquedo por vez' nas mãozinhas gordas do pequeno. Oras. Tenho uma criança na família que desdenha cada coisinha que ganha simplesmente porque ganha demais, tudo ao mesmo tempo, e logo quer mais. Triste, né? Eu acho. 
Além disso, se eu ainda sou 'boba' a ponto de me alegrar com um docinho da padaria ou uma mensagem fofa do meu marido no dia dos namorados, por exemplo, desejo - do fundo do meu coração molenga - que Heitor se alegre com sua própria imaginação + potinhos de plástico + aviões de papel + aquarela + uma toalha amarrada feito capa de super-herói.

*Aqui acreditamos no equilíbrio entre ser e ter, sendo que o ser deve corresponder à essência mais forte, concordam?

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Aprendendo tudo de novo... (pausa antes de um novo insight mais substancial... ou algo assim)

Tem dias que eu me sinto uma criancinha no meio de tantos posts esclarecedores que leio por aí... Me sinto engatinhando meio ao turbilhão de sentimentos e novas lições que se apresentam a mim nessa jornada rumo ao (?) desconhecido (?). Já não consigo largar o blog por semanas a fio... Preciso escrever, preciso tentar compreender. Fato é que, na real, não compreendemos nada 100% nessa vida. A coisa toda é feita de tal maneira que temos que ter dúvidas e buscar algo novo para continuar seguindo em frente, não é mesmo? Então, tá. Dançar conforme a música não é tão simples assim para mim, mas eu estou conseguindo aos poucos, acho. E hoje, bem hoje, assisti a um novo clipe do Foo Fighters que me fez pensar ainda mais (não apenas no fato de eu adorar a banda e adorar substancialmente a figura do Dave Grohl meio lá meio cá, meio bom moço e meio 'fuck you all' - também no fato de eu o achar um grande poeta - pasmem), mas na minha falta de capacidade de lidar com o novo até agora. Até outro dia eu era tão bobinha em acreditar que tudo poderia ser milimetricamente planejado - e seguir relativamente assim até a conclusão do meu objetivo. Hoje, nem tanto. Já disse antes - e continuo dizendo, pois esse é meu grande aprendizado do século - aprender a pensar no HOJE é difícil para mim. Estou (re)aprendendo a andar, a falar, a pensar, a comer, a organizar... a amar, a compartilhar... Tudo! Certamente que estou mais 'borbulhante' e meu ponto de ebulição está bem baixinho, né? Certamente² que também estou aprendendo a reclassificar o mundo e sentir mais (ou menos) cada coisa que antes me incomodava mais (ou menos). Portanto, a música falou comigo. Longe de ser um hino romântico à vida moderna - o oposto disso - o clipe faz - duh! - alusão ao filme 'um dia de fúria'. Além disso, me lembrou que eu tenho que seguir aprendendo tudo de novo... E...  dando continuidade ao que sempre me fez andar pra frente --- os questionamentos.
Porque estacionar só é bom pra carro.

... continue a nadar, continue a nadar, continue a nadar...


Letra / Tradução AQUI