Antes de mais nada: Nunca mais usarei a palavra 'insight' num título de post, jurO. Deu, né? Cansei. Daqui a pouco eu ia ter que trocar o nome do blog mesmo ou voces iam debandar geral. Pronto. Assunto resolvido. Vou ser mais criativa.
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Antes de mais nada²: Esse post saiu meio por acaso. Eu tinha dois assuntos para tratar (1. dificuldades relativas a minha intimidade com a barriga, o 'falar' com a barriga e etc... e 2. o meu lidar com a minha casa e a forte concepção de que a mulher TEM QUER fazer X e Y... mais sobre os papéis do homem e mulher - próximos capítulos). Mas... daí que...
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... outro dia eu estava acompanhando de longe uma discussão no twitter sobre consumo excessivo, especialmente o consumo de produtos para crianças e/ou para pessoas que tem crianças e são levadas a acreditar que uma coisa é mais essencial do que outra. Acho que era a Anne que estava falando sobre isso com um perfil de uma escolinha, não é? Não lembro, desculpem! Mas, lembro que a coisa toda me fez pensar. Claro, mamães e papais de primeira viagem são presas fáceis para propagandas de produtos essenciais para o novo rebentinho. Claro, crianças veem tudo e querem tudo e desquerem tudo assim, na maior rapidez, normal. Pelo menos é o que vejo nas crianças com quem tenho contato.
O Clube do Brinquedo, aliás, desenvolve uma proposta genial! Eu adorei e não vejo a hora de usar com Heitor. O fato é que eu mesma comprei pouquíssima coisa 'high-tech-master-blaster' de brinquedo pra ele até agora. Também comprei o básico em termos de vestimentas para ele e para mim... Mas, penso em tantas coisas. Primeiro, eu mesma já fui altamente consumista. Hoje, arrumando um armário esquecido, encontrei coisas de que nem me lembrava mais e tive vergonha. Ao mesmo tempo, assumo - eu aprendi isso agora, com o peso das contas que vem junto com um novo membro da família. Segundo, o mundo moderno é tão tão tão rápido que as crianças jamais seriam diferentes. Tudoaomesmotempoagora - esse é o lema. Penso nisso e tenho certo medo do que vem por aí. Porém, acredito que podemos fazer a nossa parte, não é mesmo?
Aqui a regra - mesmo entre adultos - é o consumismo longe de pressão marketeira comercial. Assim: dia dos namorados, dia dos issos, aquilos, fica fora do lance do presente, a não ser que tenhamos real vontade de presentear um ao outro. Se eu vejo algo que tem a cara do meu marido, quero lhe fazer um agrado, compro. Se o dia dos namorados chegou e eu nem consegui pensar no assunto, não saio feito louca pelos shoppings, matando Deus e o mundo e buscando um presente pra preencher a data. Nunca. Nem ele faz isso. Nos recusamos.
(Pausa. No dias das mães desse ano eu ganhei presentinhos e me senti muito muito feliz. Marido pensou em mim e não na data. Marido se empolgou com nosso primeiro rebentinho e considerei isso como sendo nosso 'luxo' financiado por nosso trabalho. Que mal há nisso? Para mim, é muito diferente do que sair comprando deliberadamente. Despausa).
Sendo assim, espero ensinar Heitor da mesma maneira. Melhor ainda - dar o exemplo certo. Há presentes e presentes. Para nós, uma cartinha é um presente querido. Nós mesmos trocamos cartas até hoje, Beto e eu. Um bombom da quitanda com um post-it dizendo "Pensei em você" é um presente valiosíssimo! Sou do tipo que ainda guarda embalagens e tals... Adoro que 'pensem em mim' e nunca nunca meço o valor desse pensamento de acordo com algo material. Quero ensinar assim.
Aqui também curtimos o lance de 'um presente por vez' que corresponde à estratégia infantil de 'um brinquedo por vez' nas mãozinhas gordas do pequeno. Oras. Tenho uma criança na família que desdenha cada coisinha que ganha simplesmente porque ganha demais, tudo ao mesmo tempo, e logo quer mais. Triste, né? Eu acho.
Além disso, se eu ainda sou 'boba' a ponto de me alegrar com um docinho da padaria ou uma mensagem fofa do meu marido no dia dos namorados, por exemplo, desejo - do fundo do meu coração molenga - que Heitor se alegre com sua própria imaginação + potinhos de plástico + aviões de papel + aquarela + uma toalha amarrada feito capa de super-herói.
*Aqui acreditamos no equilíbrio entre ser e ter, sendo que o ser deve corresponder à essência mais forte, concordam?

Era eu sim! Exatamente sobre esse assunto!
ResponderExcluirMas a gente que é experta não se deixa mais levar por consumo desenfreado, né?
Bjo
Nem fale... Temos lá nossas fases. Mas depois que temos filho ou mesmo a partir do momento que estamos esperando por um já começamos a mudar nossas atitudes e repensar o que realmente é essencial.
ResponderExcluirEsses dias também escrevi um post sobre o valor do presente. Qualquer dia, se estiver animada, passe por lá. Beijos
Muitas vezes o docinho da padaria e a mensagem no post-it valem muito mais simplesmente por carregarem mais sentimento do que o presente caro, dado na data comercial...
ResponderExcluirbjos
Pois é amiga... acho que todo mundo tem um pouco de consumista, quem diz que não gosta de comprar uma coisinhas nova de vez em quando?! E claro que as coisas simples tem sim, seu enorme valor.... o segredo é manter o bom senso, e nem deixar de comprar coisinhas que as vezes faça bem, nem sair comprando como uma besta... heheh Assim os pimpolhos aprender a dar valor as coisinhas que ganham...
ResponderExcluirFazer cartõezinhs e cartinhas é uma delícia, e mais delícia ainda é ganhá-los... quero incentivar muito isso na pequena!
beijos
Rêzoca!
ResponderExcluirÉ assim mesmo que eu ajo por aqui. Claro que eu tenho aqueeeeela vontade de comprar tudo o que eu quero, #confesseeeeeey! Mas tenho muita noção do valor do dinheiro e ainda mais não trabalhando e vivendo as custas del maridón, tenho que economizar pois deteeesto pedir dinheiro a ele. Ele é tranquilo, mas e o orgulho de mulher que saiu da casa dos pais e que se sustentava até o bebê nascer?!!!!
Por aqui, o Gui herda tudo dos primos. A maior parte de seus brinquedos, roupas e sapatos são dos primos.
Brinquedo novo... que nada.
Ele a d o r a é: chinelo recém vindo da rua, potes de plástico, embalagem de Fin, papel do chão, e lixos em geral...
hahahahahhaah
beijão