domingo, 18 de abril de 2010

Apaixonei....(suspiros...)

Ai ai...
Sabe aquele frio na barriga que a gente sente de cara quando vê algo que chama a atenção?? Então, foi assim comigo com uma revistona linda chamada Gourmet Life. Calma, calma, eu já tenho meu bofe,tá? Mas, a paixão pela revista foi à primeira vista, com desculpa pelo trocadilho.
Estava eu calminha, sentada na sala de espera de um consultório médico, quando avistei uma linda capa, peguei, folheei, e encontrei fotos incríveis que tratavam de um dos assuntos que eu mais gosto: Gastronomia.
A revista é para ler de babador, pra quem, como eu, é louco por comida, por comprar comida, por fazer pratos e arriscar novas receitas em casa. Às vezes, as receitas nem são tão novas assim, mas a gente gosta do mesmo jeito, certo? A verdade é que saindo de lá, tive que passar numa banca e pagar a salgada quantia de R$26,00 por um exemplar só para me deliciar em casa. Como a gripe do namorido também me deixou de molho no final de semana, o que eu fiz?? Tasquei a revista! Li cada página e me encantei. É uma revista fina, com dicas e receitas que, a meu ver, servem para todos nós, chefs ou amadores.
Saca só a foto de capa:

Não é de morrer??
Olha só: alguém pode me acordar?? Acho que estou sonhando.... hummmm....

terça-feira, 13 de abril de 2010

Same Old Same Old...


Hoje vi um tiozinho andando de patinete motorizado na calçada, pertinho do Shopping Ibirapuera e, por causa dele, tive que parar e pensar um pouco sobre a velhice. É que não era simplesmente um tio. Era mesmo um senhorzinho fofo! Cabelos brancos ao vento, dançando com a velocidade de seu patinete beeeem maneiro. Juro.
Então, pus-me a pensar e a pensar enquanto comprava uma jaqueta nova pro namorido. O que significa, afinal, envelhecer? Eu não falo sobre o processo básico corporal, mas aquele processo que se passa dentro da cabeça da gente. O que a gente sente conforme envelhece? Como mudamos e em que direção caminhamos?
Nesse último final de semana eu vi dois filmes bem distintos, mas que consegui conectar de alguma forma. Um foi "O Corajoso Ratinho Despereaux", fofo. Fala, basicamente, de um lindo ratinho que não age como a maioria e é banido por isso. Ele conhece uma ratazana, Roscuro, que também não se adequa ao seu meio e juntos lutam contra o que os incomoda na sociedade humana (e nas suas prórias!), tentando resgatar a felicidade e satisfação da convivência harmoniosa que antes houvera entre humanos, ratos e ratazanas... O outro foi "Blade Runner", clássico. Quem já viu sabe que não bastam poucas palavras para descrevê-lo, mas vale dizer que se trata de um filme sobre a adequação do eu interior com o que o mundo 'vende' como ideal humano. Os andróides são mais humanos do que os humanos, assim como os ratinhos do filme. E o que os iguala em dado momento? -> O medo de morrer, de ver sua vida extinta, de viver nas sombras do que se conhece como vida.
Lembrando disso e pensando no que vi hoje eu mal consigo chegar a alguma conclusão. O que nos torna humanos? Acredito que a consciência que temos da linha tênue entre humano e não-humano e como transitamos entre os dois mundos constantemente. Além disso,acredito que sermos humanos implica em reconhecermos racionalmente (ao menos) que um dia tudo isso que acaba, já era. Humano é igual a transitório, mas não apenas. É, além disso, saber que o transitório existe.
Enquanto pensava e procurava, fui interrompida por um ruído que se assemelhava a uma senhora pedindo um sorvete num daqueles quiosques. "Moço, me dá um sorvete de bauMilha?". Parei de pensar no tiozinho fofo. Eu não achei essa Dona da balMilha fofa. Não mesmo.


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Velhice

de repente
quando menos se espera
chega o dia longamente esperado
mais temido que desejado
em que te tornas o mais velho do teu clã
de tua estirpe o mais remoto ascendente
pelo simples motivo que todos os outros
que te antecederam na vida
também antes de ti se retiraram
pelo conta gotas da morte
e tens que te habituar a um novo papel
doravante serás o ancião
a presidir o conselho dos anciãos
o avô o pai o tio o velho
o conselheiro o caduco
o mais mimado imprestável
aquele que todos querem ou repelem
até quando por vacância
cumpra-se a linhagem sucessória
porque enfim te tornaste
a mais recente entre as ausências
penduradas na memória

Alberto Centurião
Do blog: http://diedrichosmarlenes.blogspot.com/

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Se o mundo inteiro me pudesse ouvir...

Eu curto esse lance de colocar títulos de músicas como títulos dos posts. Legal... Enfim, na verdade nem tenho muito pra contar e nem quero dizer o que aprendi, apenas vou listar algumas observações dessa última semana. Antes preciso contextualizar:
Eu estou viciada no Twitter. Sabem? Aquele bloguizinho compacto que limita nossos posts a 140 caracteres? O fato é que trocentas pessoas escrevem trocentos posts por dia, o que soma algo entre 300 mil e incontáveis milhares de palavrinhas, muitas vezes sem sentido algum. Ok, estou exagerando, 'but you get the point'. A verdade é que dá pra sacar muito do comportamento atual através desse pequeno infame website.
O twitter é uma piada ambulante, uma contradição. Num mundo em que muitos falam e falam e não dizem bugalhos, um site em que deve-se condensar muitas informações em poucos toques é uma revolução! Além disso, você é obrigado a dar um upgrade nos seus pensamentos. Afinal, quem tem bosta na cabeça falando sem parar vai piorar bastante se tiver que condensar essa mesma bosta. Sorry. Novamente, deu pra ilustrar meu comentário, vai.
O twitter me intriga. De verdade. O que mais me chama a atenção é a busca desenfreada de alguns por seguidores, aqueles que lerão o que você escreve e que verão as imagens ou videos que você 'twitta'. Quem tem mais seguidores se vangloria; é o mais popular. Quem tem poucos...
Foi então que pensei em dividir com vocês algo que chamo de depressão via twitter, um sentimento de insignificância virtual tão grande que topou comigo esses dias. Sim, eu mal sou seguida no twitter e apenas uma UMA UMA alma boa responde alguns dos meus twits todos os dias. Igualmente ocorre no meu blog, mas vamos manter o foco. A questão aqui é que me dei conta de que sou uma desconhecida virtual, ignorada no mundo de hoje. Eu não digo nada tãããão interessante, mas quase ninguém diz!
Dei-me conta, na verdade, de que nesse mundo a popularidade dos meninos e meninas do colegial (aqueles da época da escola, que fumavam escondido e pareciam tão interessantes) mudou de ambiente. E eu nem fazia parte de um e tampouco farei parte do outro.
Ah, e não se preocupem! A minha depressão passou rapidinho quando lembrei que um abraço vale mais do que milhares de seguidores e um beijo vale ainda mais do que 140 caracteres! Romantismo? Ingenuidade? Pode ser. Mas, gosto de saber que isso ainda existe no meu mundo, com ou sem Twitter e tantos outros que virão depois dele. Vale pensar: O que virá depois disso? Comunicação em massa via telepatia limitada a 3 verbos, um substantivo e um sujeito? O povo ainda sabe o que é isso??
Cheers!!!

p.s. Hoje cedo, lendo uma reportagem na revista Vida Simples, percebi que o Twitter tem outra raíz... Não é a condensação de idéias, mas o papo de bar, informal... É isso, certo?