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E então que eu desejei essa gravidez, esse filho saudável que carrego aqui dentro, planejei meio por cima e tudo aconteceu rapidinho. Uma benção de verdade. Alegria e confusão. Os dois lados da moeda ao mesmo tempo. Medo. Dúvidas. Maravilha... Estado de graça.
E então que eu me vi lendo e relendo artigos online sobre a importância de um monte de coisas, incluindo a importância da comunicação mãe-bebê já nos primeiros meses de gestação... Passar a mão, acarinhar, falar, conversar, cantar, ler uma história, colocar uma música... Artigos e teorias não faltam vocês sabem! Mas... Como atinar com tudo isso sendo eu uma pessoa retraída. R-E-T-R-A-Í-D-A ao extremo. Bom, talvez não ao extremo, mas consideravelmente...
Essa dificuldade de expressão eu percebi agora mais acentuada. Fato. Eu sempre fui mais retraída no que diz respeito a sentimentos. Ficar vermelha ao receber um abração forte, sou eu! Engraçado que tem muita gente por aí que não me acha tímida nem nada... News flash!! - eu disfarço bem...rs.
Comecei a pensar que deveria me comunicar mais com o Heitor quando passei a senti-lo mexer mais substancialmente. Um fofo, delício da mamãe. Aliás, não que eu 'deveria' me comunicar mais, mas eu 'queria' fazê-lo. Sem grilo mesmo, queria apenas acarinhar meu filho já desde o ventre. Vou relatar o que se passou comigo, ok? Nesse quesito (como em tantos outros) não existe certo ou errado.
Música: Eu sempre gostei muito de música. Minha memória musical é profunda e ampla e eu passei a selecionar músicas que me emocionam e tocar o 'play' pro Heitor ouvir comigo. Alguns criticam, outros nem tanto, mas pra mim é mais algo como "filho, escuta essa música com a mamãe, não é legal??". Fim. Um compartilhamento. Comecei nesse passo e eu me achava A pessoa desenvolta e super resolvida com a expressão de sentimentos nessa fase! Até teve um dia que, conversando com a Carol, eu comentei que era hiper fácil para mim me comunicar com Heitor via barriga. Aham... Mentira.
Cantoria: Eu canto no banheiro. Comecei assim desde sempre, desde que ainda morava com a minha mãe e tinha que ouvir ela reclamando do gasto da água ou da minha desafinação mesmo. Enfim. No começo da gestação, cantava "No Recreio" pro Heitor e essa música ainda me arrepia. É nossa música e nosso clipe sei lá porquê, não tem jeito. Essa parte da cantoria não foi difícil. Eu canto toda hora em todo lugar, baixinho. Sempre lembro de uma música do nada e marido já acostumou. Aliás, eu me sinto tão a vontade no meu lar, que essa parte passou a ser menos tímida.
Conversê: Bom. Aqui eu percebi que travava na presença do meu filho ainda não nascido. Verdade. Estou escrevendo e pensando aqui como vocês vão receber esse post. Ridículo? A pessoa aqui é tímida, retraída e cheia de neuras... Posso dizer com toda certeza que aprendi com meu marido a amar sem medo e agora ainda mais com meu filho lindo, fruto de nossa união cheia de amor e respeito. Eu acho que não sabia nada disso antes! Como construir a mãe que quero ser sem esbarrar em um monte de questionamentos? Impossível... Eu comecei a acariciar a barriga e, quando Heitor mexia, eu dizia simplesmente "Filho..." Com todo carinho e amor que eu pudesse, mas não passava disso. Filho... Daí, evoluímos para "Heitor, que foi, filho?" ou "Que é isso, Heitor? Tá dançando dentro da mamãe?". Quando acho que o dia foi agitado demais e ele, consequentemente, não parou um minuto de se mexer na minha barriga, eu aprendi a acalmá-lo "Shhh, calma, filho, mamãe tá aqui". E assim foi nossa evolução... Eu antes falava baixinho, hoje falo alto mesmo. E depois que converso com ele, eu me sinto vencedora de mais uma dificuldade que o emocional havia me imposto. Não pensem que fui criada por lobos numa caverna... Não... Mas, algo em mim é assim, minha natureza misturada com alguns episódios determinantes, como é a vida de todos nós. O fato é que estou aprendendo mesmo a amar e falar de amor mais constantemente e para todo mundo ouvir, sem medo.
Nessas horas lembro da frase daquela mesma música que citei lá em cima... Lembro e repito:
Filho, "vem me ensinar a falar; vem me ensinar a ter você..."
Essas coisinhas cremosas mal chegaram ao mundo e já nos ensinam um montão, né?
p.s. Preciso dizer, ainda, que também 'converso' com Heitor via telepatia..hehehe. Ele me entende, eu sei. Conto para ele todos os segundos como ele é amado e esperado desde já. Papai também fala com ele e com mais desenvoltura do que eu! A primeira vez que ele passou a mão na minha barriga e falou com o nosso pequeno, eu derreti. O paraíso pode ser aqui mesmo, né?

E como ensinam para nós! Que relação maravilhosa que está tendo com seu filho. Imagina como ele já te conhece... rs
ResponderExcluirUm beijo e tudo de bom para vocês.
Ai, Re.
ResponderExcluirEu era exatamente assim na minha primeira gestação...travada e me comunicava com a filha através da música; ora cantando, ora ouvindo.
Já meu marido não...conversava horas com a barriga, como se eu não estivesse ali, sabe? Naquele momento era só ele e ela.
Coisa linda de se ver!
Beijooo, tá bem pertinho, né?
Ai que legal que vc tá conseguindo conversar com ele!! Eu era travada tbm no começo, tinha vergonha vai saber do que! Aos poucos a gente vai se soltando. Hoje nem ligo, falo em bebelês, canto musiquinha infantil, danço, pago mico até!
ResponderExcluirbjos!
Re, acho q a nossa relação com o pimpolho vai se fazendo diariamente mesmo...é como estar se conhecendo...dizem q até mesmo qdo ele chega neste mundo de fato, a comunicação entre nós pode ainda ser difícil...como num começo de casamento...adaptação é tudo!!
ResponderExcluirLembro-me um dia q meu pequeno mexeu tanto aqui dentro durante o dia, q eu mal conseguia trabalhar...dai fiquei brava, e depois cai de culpas e remorsos...e fiquei pensando q ele podia estar se sentindo mal (a louca dos complexos)... enfim...que nossos instintos falem mais alto!!!!
bjobjo bom findi!!!