"O que há num simples nome? O que chamamos rosa com outro nome não teria igual perfume?"(Shakespeare, Romeu e Julieta).
Muitos nomes carregam histórias lindas, profundas, dignas de enredos de filmes até. Mas, nem todos... Meu nome, Renata, é simplesmente o nome que minha mãe gostava. Depois... Aos poucos fui descobrindo que o seu significado tinha mais a ver comigo do que qualquer outra coisa. Um dia detalho um pouco mais...
O meu segundo nome, Cristina, apareceu simplesmente porque tenho apenas o sobrenome do meu pai e, consequentemente, um monte de homônimas. Minha mãe tentou evitar que isso ocorresse colocando esse segundo nome meio desconexo aí, mas não é que existem mais Renatas Cristinas do que a gente esperava? É... gosto não se discute...rs. Eu raramente uso esse segundo nome. Assino sempre Renata C. e poucos sabem da existência dele. O engraçado é que muitos estranham o fato de eu ter apenas um sobrenome e já até me perguntaram se eu era filha de mãe solteira... Não, gente. Minha mãe tem apenas um sobrenome também, o do seu pai. Aliás, um sobrenome lindão italiano que eu adoraria ter também. Quando ela se casou com meu pai, ela tirou o seu sobrenome e colocou apenas o sobre do meu pai. Taí
E então conheci o Beto, meu anexo fofo. E ele tem, sim, dois sobrenomes. GAD! Eu pensava sempre com empolgação na possibilidade de os nossos filhos terem um nome mais compridinho; mais presença, né gentem?
Engravidamos. Menino. Não sei se já falei, mas o nome da menina já estava escolhido pelo pai antes do exame. É um nome tão fofo que eu concordei sem pestanejar, contanto que o nome do menino fosse escolha minha, caso um machinho viesse antes. Fechado. E veio. O ultrassom do sacudinho comprovou e eu me vi numa dúvida eterna. Complexo esse lance de escolher nome de filho, né? O nome é um tremendo conceito, não é uma simples palavra. Observe o livro 1983, de George Orwell, por exemplo (que eu amo amo de paixão). Ali, no esquema ditatorial pleno, as pessoas não tem mais nomes - são números. Tirar o nome é o primeiro grande ato de anular o ser por completo. Isso é pesado, minha gente, profundo mesmo. Sem contar toda a questão numerológica que, para quem acredita, influencia na personalidade do futuro cidadãozinho... E agora?
Eu ouvi uma vez algo como "nome de filho a gente não define, a gente descobre" e é bem isso mesmo. Heitor ficou Heitor porque eu gostei do nome, pesquisei e curti. Achei que não poderia ser zoado na escola e que não teria uma conotação negativa. O nome cresceu em mim, sabem? Era Heitor. Depois pesquisei seu significado e também me dei conta de que Heitor é o nome de um dos maiores maestros e compositores que o Brasil já teve... Achei legal, mas isso não determina o caminho que meu Heitor seguirá, claro. Cada nome, um conceito, lembram? Cada novo nome, num novo homem, criando um novo mundo. E o fato é que criei um sentido novo também ao nome. Aqui, será apenas: Um homem feliz. É um bom significado, não é? Que assim seja.
p.s. Esqueci de acrescentar que o nosso pequeno nascerá Heitor Luiz (z mesmo), nome do seu vovô paterno que já foi dormir com os anjos também. A homenagem caiu bem, a nosso ver. E assim ficou.

