sexta-feira, 18 de junho de 2010

Sem Saramago, o resto é o resto....

Sou fã de Saramago há mais de 10 anos... Pouco tempo, eu sei, considerando um escritor tão complexo e denso, ao mesmo tempo tão delicado e sutil. Hoje, abro a página do UOL, como de costume, e me deparo com uma notícia que realmente abala meu começo de manhã: Ele se foi, como todos nós iremos um dia. Porém, para mim, Saramago era uma espécie de Deus das palavras, imortal, mesmo no auge dos seus 87 anos bem representados. Para mim, como num dos poemas que mais gosto de John Donne (A Valediction - Forbidding Mourning) ele era a haste fixa de um compasso que, presa ao solo, ajudava a todos nós passar por volta dele e dentro dos mundos que criava e sempre a voltar ao ponto de onde partimos. O nosso mundo fazia mais sentido assim...
Espero que eu não seja ingênua demais em pensar que há um mundo além desse nosso e além de todos os que você criou, Sr. Saramago. Espero que o senhor tenha encontrado o caminho do melhor deles, feito de ouro e prata e flores, e que esteja sentado numa grande cadeira feita de algodão, e lindo, com seu terno impecável azul-marinho, esteja compondo a próxima canção do ano em forma de prosa.

2 comentários:

  1. Nossa meu, nem fala. Também fiquei atônita aqui com a notícia. Tudo bem que ele já estava velhinho e doente, mas era daquelas pessoas que a gente acha imortal... Ao menos temos o consolo de saber que ele se foi em casa, ao lado da família e em paz.

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  2. Oi, Renata!
    Vim agradecer a sua visita ao meu blog e conhecer o seu!
    Gostei muito de tudo: do visual, dos posts, da sua maneira de escrever!
    Já está nos favoritos!
    Beijo!
    :o)

    P.S.: Sim, é triste! Mas ninguém é eterno. Eterna é a obra, os pensamentos a personalidade dele!

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