sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Mamãe ligou - já estava quase dormindo no sofá...

Minha mãe adora House, o meu seriado mais amado EVERRR. Eu ainda vou falar mais dele aqui, mas o fato é que minha mãe ligou bem no meio de um episódio da 5a temporada, em que a Dra. Lisa Cudy, que acabara de adotar uma nenezinha linda, lida comproblemas de relação com a pequena. A bebê simplesmente não a reconhece. Claro! Não passaram 9 meses se conhecendo, como mamães biológicas e seus pimpolhos, certo? Minha mãe me ligou toda fofa - ok, ela estava num dia bom...pq definitivamente não é o temperamento rotineiro dela - para comentar o episódio. Ela faz isso às vezes porque sabe que eu conheço cada história de cabo-a-rabo, então ela sempre tem milhões de perguntas e eu fico me 'sentindo', gentem. Mas, nesse caso especifico, ela não tinha perguntas e sim comentários e eu até fiquei orgulhosa da mamãe, toda compenetrada, filosofando com o House e depois compartilhando comigo.

O fato é que ela se identificou com a Dra. Cudy nessa história. Isso porque assim como ela adotou a pequena Rachel na ficção, minha mãe nos adotou (eu e meu perturbado irmãozinho mais velho - coisa mais mala da irmã - guti guti). Até comecei a pensar como nunca vi até agora um blog de mamães e papais adotivos, e olha que já percorri inúúúmeros blogs de progenitores amáveis e fofos, claro. Seria tão legal!!! Bom, continuando... Eu falarei disso mais adiante, mas frente à confusão emocional da protagonista da história ficcional acima, minha mãe ficou toda molenga. Tadinhaaa... ela dizia ao telefone. E completou: É normal ficar confusa. Eu senti isso! Vocês não me reconheciam e choravam ainda mais quando eu tentava acalmar vocês. Mas daí, como num passe de mágica, tudo funcionava e vocês entendiam o mesmo que eu. No episódio de House também ocorre isso só que com mais glamour, claro.

Na vida real, hoje, quase 27 anos depois, eu me emocionei novamente com a minha mãe.

Imaginei ela se descabelando, chorando junto com a gente, pensando se tacava a gente na parede ou jogava pela janela ou devolvia pra cegonha... Algo no meio do caminho deu certo, porque ela não escolheu nenhuma dessas alternativas. Ufa!

Depois escrevo mais! Sono e narizinho escorrendo... Ahhh, as mães. Elas sempre conseguem extrair o melhor de nós, né não?

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