sexta-feira, 4 de março de 2011

O Pai Real

Eu acho que vocês, assim como eu, devem ter lido uma ou outra manchete sobre a FILHA do Ex-Jogador Toninho Cerezo, Lea T., certo? Bom, talvez não tenham dado muita importância ou talvez, como eu, viram-se emocionadas diante das mil e uma histórias envolvendo esses dois... Lindo. Lindo, não. Admirável.
O fato - bem resumido - é que Lea T. nasceu Leandro, filho de um pai jogador de futebol. Sonho de qualquer menino?? Sonho de qualquer pai??? Bom... Leandro não era o único filho de Toninho, mas só ele era mulher por dentro, com alma, coração e tudo. E assim Leandro seguiu seu caminho e se tornou o que queria ser - Lea T. Linda, sincera, bem-sucedida na profissão que lhe abriu as portas. 
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Vou falar que conheço só o que foi veiculado pela mídia desde o ano passado... Não conheço futebol e nem sei qual o papel de Toninho nesse contexto... Apenas escrevo o que senti e sinto. Só.

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Esse mês, na revista LOLA, foi publicada uma carta escrita por Toninho à sua filhA e a carta me emocionou demais. Talvez porque meu pai esteja bem presente ainda na minha vida, talvez porque eu 'ouvi' essas palavras que li como se meu pai as tivesse escrito... Bem o tom dele, bem o tom que ele usava nas pouquíssimas vezes em que se permitia sair do casulo da timidez misturada com rigidez. Talvez porque eu gostaria de ter ouvido mais vezes palavras como essas. Talvez porque estou hoje construindo uma família e espero (com todo meu coração) que meu filho tenha pais emocionalmente acessíveis e presentes...
O que sei - e o que foi veiculado - é que Toninho chegou a criticar a filha publicamente, esperneou, reclamou... E amansou. Bem... meu pai mesmo fez isso inúmeras vezes... Qual pai não fez. O que fica de lindo disso tudo é a carta...


Ele reconhece lindamente a opção da filha e chama o processo de 'dois filhos em um', ignorando o fato do filho 1 não existir mais. Mas, qual pai larga sua expectativa assim fácil? Hein?? Ele aceita o presente e isso basta. E isso basta para mim achá-los admiráveis. Isso basta para aumentar minha esperança no mundo que, ainda consideravelmente machista, determina limites de comportamento aos homens que excluem certos tipos de emoções e desejos. É num mundo livre que desejo criar meu filho. Seja qual for o caminho que ele escolher...

p.s. Desculpem a qualidade da imagem. Minha revista boiou na enchente, juro, e chegou aqui ainda molhada - e toda grudada. Demais!
p.s.2. Não comentei demais a carta porque ele é 'incomentável'. Leiam e comprovem aí...
p.s.3. Já li em algum lugar que Lea é FILHO/FILHA de Cerezo. P%$#$ M&*%$#! Não existe isso, não... Ela é uma mulher que, sim, ainda fará a Cirurgia, mas duvido que alguém vê ali algum vestígio de masculinidade. Aceitem... Ela se assumiu, teve peito e é uma puta mulher.

FALTARAM-ME PALAVRAS

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