Um dia a
Carolinda Pacheco me ensinou
aqui como é possível mudarmos o foco e experimentarmos um novo ponto de vista a respeito de um mesmo conceito. Foi a primeira vez que eu vi esse tipo de exercício (se alguém mais fez e quiser compartilhar, deixe o link aí nos comentários, ok?) e achei o máximo. Eu me chamei de burra burra burra uma mil vezes por me fazer de
Sith e me deixar levar pelo lado negro da força... Eu faço isso constantemente em minha vida. Sou chata. Reclamona. Sou resistente à mudança. Eu mudo, mas mudo reclamando. Eu até faço coisas contra a minha vontade, mas faço rabujentando. A maior dificuldade para mim é mudar o rumo assim, do nada, quando eu mesmo espero. Menina! Eu queria de outro de jeito, tinha me preparado e tudo, faz favor e deixa tudo como está? Não... A vida não é assim, né? E quem disse que meu espírito limitado entende? Ele sofre, coitado, porque demora pra aprender. É assim, cabeçona dura mesmo. (O irônico é que meu nome, como já disse, significa Renascida ou Aquela que nasceu duas vezes. Aham. Colegas - estaria eu destinada a lidar com as mudanças da vida na marra? Na porrada? Well...).
...
Daí que me vejo grávida (claro, não do espírito santo, foi por ordem e desejo nosso mesmo) e... Reclamona. Com motivos concretos? Sim. Nunca se deve ignorar a dor do outro, mesmo que ela pareça ridícula para você... Mas, apesar dos motivos, eu acredito que a chave aqui seja aprender a lidar com essa fase
dusinferno docaraleo passageira. A minha função é, sem dúvida, baixar a cabeça pra vida e dizer "veeeeenhaaaaa". No maior estilo
Bertoldo Brecha mesmo. Com a mãozinha e tudo. E como é duro pra mim. É duro pra um montão de gente, eu sei. Mas, atualmente, eu tenho sofrido horrores com tudo que diz respeito, claro, a mim. A maternidade traz consigo uma carga emocional massacrante. Não consigo pensar em outra palavra. Massacra e dilacera a gente (por dentro e por fora). Para quem já tinha limitações emocionais e sociais, a coisa complica ainda mais. Para quem já passava horas e horas, dias e dias pensando e pensando na vida e no futuro e enrolando o cérebro num pau-de-sebo imaginário...
Fica a lição de aprendermos a lidar.
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É a vida. Eu engravidei e, desde então, choro e sofro por problemas reais, mas também pela minha inadequação ao mundo. Esse sentimento de não caber que eu sempre senti na vida (não caber no mundo, não nas roupas... bom, nessas também). Acontece que é hora de viver. Se já estou rolando morro abaixo, não adianta chorar pelo jardim que ficou láááá em cima, né? O negócio e ver onde vou chegar e tentar montar um jardim novo. Quem sabe não faço uma horta em volta? Com morangos e figos?
Filho, você gosta de figo? Vamos descobrir...
p.s. O fato é que o bicho pegou esses dias e eu me vi triste e deprimida como há tempos não me via. Primeiro perdemos alguém e depois nos perdemos aqui... E eu me perdi. Mas, o tempo tudo cura, não é? E o exercício da Carol? Fiz mentalmente durante toda essa postagem. E ajudou, viu?
p.s.2. Como diria Bertolt Brecht, inspiração do nosso colega barulhento do post, ""Perante um obstáculo, a linha mais curta entre dois pontos pode ser a curva".
eu fiquei uma monstra de humor na gravidez.
ResponderExcluireu tive motivos, e mesmo que não os tivesse, o fato de vc carregar uma pessoa dentro de si já é suficinete para qquer mudança...
é como se a sua alma soubesse a dimensão do que está para acontecer, e não parasse de de incomodar com isso: você não será mais a mesma, sua vida não será mais a mesma. você está morrendo.
maaaas renasce junto com ele!
comigo foi assim.
eu nasci mesmo, e nem chamo renata!!!
bjo, relaxa vc nao está só