sábado, 23 de julho de 2011

Descobri que

... seleciono bastante o que escrevo sobre meu filho nesse mundão interneteiro. tenho medo de olho gordo. tenho medo de não-amigos que parecem amigos.
... hoje tenho muito mais medo dos olhos gordos e dos não-amigos que parecem amigos.
... hoje tenho muito mais medo de morrer e deixá-lo só, sem mim.
... acredito que só eu consigo satisfaze-lo e só eu sei o que ele precisa, o que lhe faz bem. o resto é resto.
... posto fotos com receio. alguém me ajuda com esse medo virtual?
... não adianta ter com quem desabafar. tem horas que não tenho o que dizer mesmo. bom é ter com quem ficar em silêncio junto.
... não tenho, por enquanto, outra ambição na vida se não a de ser uma boa mãe. a de ser mãe. de me sentir mãe. ainda não me sinto. comassim?? é, isso aí.
... amo meu filho. amo-o simplesmente. e o amor é um sentimento duro, misterioso. aquilo que acontece instantaneamente e que derruba muros por onde passa chama-se paixão. sinto amor. e o amor se contrói. estou construindo o meu. quem me entende levanta a mão. quem não entende, não jogue pedras.
... tem mãe que joga pedra. tem mãe que dá a mão.
... eu quero ser aquela que dá o corpo inteiro, a alma e tudo o mais.

3 comentários:

  1. Lindo Re! Mãe se entrega, doa e faz tudo que pode para o filho.
    Quanto ao medo virtual. Acho que corremos risco no mundo virtual e no mundo real.
    Tem como dificultar a cópia das fotos no blog. Agora, nada é impossível.
    Resolvi arriscar, pois acredito que seja uma forma da minha família que está longe acompanhar um pouco da nossa vida por aqui e do crescimento dos meus filhos também. Mas juro que no fundo, no fundo também tenho um tanto de medo.
    Um beijo.

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  2. Dedinho levantado aqui! Essa do amor ser construído é a mais pura verdade. Sabe uma coisa que lembro sempre? Logo que Bento nasceu, eu tava falando no telefone ou no msn (não lembro) com vc, e vc me perguntou se eu tava apaixonada pelo pequeno. Respondi que sim, mas um sim murcho... Queria até ter dito não na época! Pois era isso mesmo, não era paixão, era uma sementinha de amor, pequenininha, mas que foi crescendo crescendo... e aumenta a cada dia.
    bjos!

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  3. Eu levanto a mão! Pode crer!!!

    Lindo o que vc escreveu, Rê! Muito verdadeiro, de dentro do coração mesmo!

    Espero que seus medos passem ou que vc consiga encontrar um meio termo... não fique tão receosa. Os bons são a maioria, tenha a certeza!

    Beijocas, querida!

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