Sim.
Estou me tornando uma pessoa mais tolerante e paciente... cada vez mais... um pouquinho mais a cada dia...
Vou contar o causo aqui de casa e vocês vão compreender o que digo.
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Somos pais de primeira viagem e, como tais, muitas vezes nos vemos perdidos no meio do olho do furacão sem luz no fim do túnel para seguir. Bom, fato, quase todas as vezes... Acontece que eu estava começando a encarar a coisa como "eu que sei, eu que faço" e, consequentemente, tirando um pouco do espaço do meu marido, homem bom, participativo mesmo. Sujeito educado. Gente fina.
Vejam bem...
Nos últimos tempos, eu disse sei lá quantos "nao é assim", trocentos "melhor eu fazer" e milhares "deixa quieto"... Ouvi de volta um sonoro "pô, deixa eu ser pai, também!".
Ui.
Deixo.
Tenho que deixar, claro! Eu estava indo pelo caminho errado...
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Acontece que é duro, sim, para minha natureza mandona e crítica, deixar quieto sem me meter nunquinha. Mãs... Eu estava deixando o sujeito acanhado, como eu não deveria e não teria o menor direito, não é mesmo! Minhas dicas:
- Deixe ele fazer. A criança aprende que mãe tem um jeito e pai tem outro e fim. O cara não vai matar a criança de fome e nem de frio e nem de tanto chorar. Se o pequenino chora e você acha que sabe o motivo (eu nunca tenho certeza), deixe ele (o pai) tentar exercitar esse lado e buscar alternativas para solucionar o problema junto com você! A palavra aí é 'junto'. Muitas vezes eu lascava um "é fome, certeza" e ele me olhava com olhos perdidos, iguais aos meus, e eu fingia superioridade de mãe que nem tenho... Entenderam? Cada dinâmica é uma, mas humildemente, assumo meu erro. Não posso impedir que ele faça uma vez que eu mesma nem sei direito como fazer a maioria das coisas! Que hipocrisia a minha...
- Elogie! O pai precisa sentir que pode. Pode fazer o pequeno dormir. Pode ajudar na alimentação (se possível, claro), pode fazer a diferença. Ele não é um mero "buscador de fraldas, roupas ou esterilizador de mamadeiras". Não é empregado da mãe e da criança. Faz parte daquilo tudo. É tudo um complexo familiar único, entendem? Eu estava indo por esse caminho sem perceber...
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Outro dia eu estava tomando café e marido prontamente se ofereceu para ficar com o pequeno, que estava acordadão querendo ver o mundo a sua volta. Lá pras tantas, eu ouvi Heitor reclamar e deixei. Fechei meus olhos e deixei o papai resolver. Ele, aliás, o fez lindamente e eu realmente não precisava 'ensinar' nada, pelamor... Amor não se ensina, né?
Não é fácil porque a gente sempre acha que o nosso jeito é melhor, porque funciona melhor e é o mais certo para o pequeno. Não estou falando que não deve haver conversa e compartilhamento! Claro que sim. Estou contando apenas uma falha minha aqui em casa e um modo que eu achei de pegar leve com meu marido, com nosso casamento e com nosso filho.
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Em tempo: OBRIGADA MIL VEZES pelo apoio nos comentários ao último post! Como me fez bem, como foi bom ter o apoio de vocês!!! Estou em dívida com a maioria dos blogs que sigo (aliás, até ganhei novos seguidores que eu prometo linkar logo logo!!), desculpem. Prometo tirar o atraso e voltar a comentar com mais regularidade :))))
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Queridona, muitas vezes cometia esse erro de querer fazer tudo e deixar o pobre paizinho a ver navios. E te digo que até hoje quem faz o Gui dormir sou eu. O pai não sabe. Claro, eu sempre me intrometia achando que eles iam brincar ao invés de dormirem. Sim, aconteceu várias vezes e acabei não conseguindo terminar outras tarefas por ficar com um bebê levado-danado-farrista-fanfarrão até altas horas!
ResponderExcluirMas com o tempo aprendi que somos uma dupla e melhor quando fazemos tudo junto.
E quando o tempo está curto e temos que sair... nada de banho de balde. Banho com o papai no chuveiro. Papai toma sozinho primeiro, enquanto mamãe arruma as roupas pro Gui vestir depois. Depois limpo o forevis dele e o deixo com o pai. e vice e versa.
beijos e mais beijossssss
Rê...eu imagino q compartilhar os cuidados seja difícil mesmo, afinal, até outro dia o bbzico morava dentro da gente..era só nosso...! Eu sou mandona e dominadora, e as vezes me pego querendo até descer com o lixo sozinha, com este barrigão...ou preferindo eu lavar a louça...só por achar que sei fazer melhor! Já me peguei pensando que logo logo vou ter q abrir mão disso e quer saber? JÁ SOFRO!!!
ResponderExcluirRe, eu a medida que eu lia ia se passando um filme na minha cabeça. Eu era exatamente assim...e, aprendi com meu erro.
ResponderExcluirVc foi tão verdadeira, descreveu a cena tão bem, que não há nada mais a acrescentar.
Sim. Deixem o pai ser pai. Eles aprendem rápido.
Beijão pra vc.
Re,
ResponderExcluirCom certeza não é fácil. Passei por isso e lembro bem que também queria fazer do meu jeito. Uma mania de querer tudo perfeito e de achar que não daria conta.
Mas precisamos dar esse espaço. Lembrar que é pai, que agem de maneira diferente da nossa e que nem por isso se preocupam mais ou menos, que o amor é menor, que não sabem fazer... Temos que confiar e aprender a delegar também.
Você está certíssima. Abrindo mão de pequenos segundos (rs) para tomar seu café. Acho que tem que ser assim... Um casal. Uma parceria. Uma cumplicidade sem fim presente numa linda família.
Beijos
Adorei a mensagem que mandou para mim. Valeuuuu! Fique tranqüila. Curta muito esse momento em família.
Oi, Renata!
ResponderExcluirVim te convidar pro novo SORTEIO no meu blog. Bora lá participar!!
Beijins,
Andrea Guim
Re, acho que a maioria das mães comete esse deslize, ao menos no começo. Temos a tendência de acreditar que só a gente sabe cuidar do bebê. Aos poucos vamos vendo que o pai pode (e deve) cuidar também. Como vc disse, cada um tem seu jeito! Lembro que o Matuza acalmava o Bento nas cólicas muito melhor que eu, pois conseguia manter a calma e mandava ver nas massagens. Da mesma forma, ele foi essencial no desmame, pois só com ele o pequeno aceitava a mamadeira. Era uma tortura quando eu tentava dar, ele queria mamar em mim e não saía quase nada. Com o pai o pequeno mamava e acalmava. O pai é um parceiro mesmo, e é importantíssimo para o filho ver que há diferentes formas de cuidado e amor.
ResponderExcluirbjos!
Gostei desse post. Parece eu, descrita ali... e apesar de já serem quase 2 anos de maternidade, ainda luto comigo mesma pra não querer dominar o tempo todo. Mas é verdade, ninguém vai morrer se fizer de um jeito diferente do meu. Obrigada por abrir um pouco mais meus olhos.
ResponderExcluirBjos!