quarta-feira, 28 de setembro de 2011

dos medos

E então que hoje tenho muito mais medo de morrer do que já tinha antes, se é que é possível;
Tenho medo de perder meu filho e meu marido;
Tenho medo de não me achar mais, cadê eu?;
Tenho medo de nunca mais dormir mais do que 2 horas seguidas;
Tenho medo de nunca mais conseguir me recolocar profissionalmente;
Tenho medo, muito medo mesmo, de cometer erros irreparáveis para a cabecinha do meu filho;
Tenho medo de não ter dinheiro para bancar a faculdade, os estudos, a comida;
Tenho medo de pegar trânsito com ele no carro, o filho;
Tenho medo de estressar e descontar nele, no marido;
Tenho medo de sair de casa e não voltar, por eles, os dois.
Tenho medo de deixar ele escorregar da minha mão no banho;
Tenho medo do tempo com ele escorregar por entre os dedos (é...);
Tenho medo dele, o pitico, crescer e se meter em encrenca das brabas;
Tenho medo dele crescer rápido demais (eu sei....);
Tenho medo dele gritar que não me ama mais, num acesso de raiva juvenil (eu sei...²);
Tenho medo. Um monte deles.
Mas, tenho também amor. Aos montes. E, se antes eu sentia medos parecidos sozinha, hoje sinto com a força da união familiar, da união que tudo vence. Hoje sinto com Heitor. E, se tenho ele juntinho, eu posso tudo. Mesmo com medo.
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3 comentários:

  1. Não é exclisividade sua NÃO!!!
    Somos assim, fazer o quê?

    Seguimos em frente, então...
    Beijão

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  2. Mas não se apegue ao medo... o medo imobiliza a gente. Perceba-o, mas siga. Esteja e alimente mais esse amor... esse vale a pena!!
    Beijos

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  3. Também tenho, se não todos, mas boa parte desses medos, mas faço minhas as palavras da Fabiana Alvim: "Perceba-o, mas siga".
    Nada de se deixar paralisar.
    Beijo

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