"Eu não escrevo em português. Escrevo eu mesmo."
"Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e
fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova
beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens...Porque eu sou do
tamanho do que vejo...E não, do tamanho da minha altura..."
Fernando Pessoa
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Fernando Pessoa é poesia e lágrima e doçura e aspereza. A gente lê e esquece que tava lendo e, quando vê, achava que estava mesmo era pensando naquelas palavras, tamanha identificação. Ao menos para mim. Existem outros escritores que me movem dessa maneira, como Saramago ou Lennon (que, sim, era escritor porque escrevia com harmonia e som, tá?) ou Drummond ou Bandeira ou Florbela Espanca ou Clarice ou Graciliano ou Guimarães Rosa ou João Cabral ou Suassuna ou tantos outros... Mas, Pessoa tem o seu valor... E Pessoa foi quem me acordou hoje cedo, junto com a reclamação do Heitor no berço...
"Eu não escrevo em português", eu repetia, esquecendo rapidamente de quem vinham essas palavras. "Eu não escrevo em português", "Eu não escrevo em português", "Eu não escrevo em português"... O google me salvou e me lembrou do Grande. Eu também me lembrei porque guardo essas palavras com carinho.
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A criança tem uma língua própria. Assim como os bichinhos, como as plantas, como o vento. A criança é tão pura quanto o vento e igualmente primitiva também. Primitiva no sentido original do amor, do sentir sem explicação, do falar sem palavras. Eu já falei uma vez sobre os primeiros sorrisos do Heitor e da 'linguagem' desses meses bem iniciais de vida, ao meu ver. Eu não sou lingüista e nem estudiosa de qualquer área de linguagem, mas tenho fé na linguagem não verbal infantil... Nessa coisa magnífica e tão deliciosa de acompanhar...
Heitor se desenvolve lindamente e cada vez mais mostra expressões e gestos novos - sua língua. Seu idioma é a espontaneidade misturada à pureza de sentimentos e sensações. Eu me divirto e me emociono. E reaprendo a falar sem falar.
A gente sabe, né? Só que a gente esquece.
A gente esquece que simplicidade é a base de tudo, a gente complica demais.
A gente esquece que um sorriso deve ser sempre sincero, nunca amarelado.
A gente esquece que criança é luz e que a gente também já foi luz um dia.
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No primeiro vídeo pensei que o Beto fosse chorar, tamanha babação... Depois desconcentrei quando vi o rabo de um felino passando por ali... e seu esmalte (como vc consegue manter um esmalte desse com bebezico em casa?? minsina??).
ResponderExcluirNo segundo vídeo, a única coisa a comentar é: sua voz mudou amiga. Até sua voz virou de mãe.
bjos!