Um dia fui outra
Outra que caminhava diferente, pé-após-pé-após-pé sem demora
Era outra que dançava diferente, braços ao vento sem ordem, sem culpa, sem companhia alguma
Era outra dentro de mim e outra fora para o mundo que nem me conhecia
e eu nem fazia questão que conhecesse
Um dia fui outra
Uma outra de quem já nem me lembro mais
Acho engraçado que algumas palavras de ontem soam ridículas hoje.
Hoje elas andam por aí sem dono, porque eu já nem as quero mais.
Um dia fui aquela que não vivia as manhãs
Que não cantava e se remexia para entreter teus olhos
Um dia fui aquela que não mexia um músculo para te fazer sorrir
Um dia fui aquela que não te esperava e nem conhecia o mundo com você pisando nele.
E eu fui e passou e hoje desejo ser cada dia mais esta.
Esta que caminha, dança, canta e espera, conhece e sonha junto contigo, filho.
Acho engraçado que alguns dias ainda sinto falto daquela de ontem
Ontem ela andava por aí sem dono, porque ninguém vivia dela e nem para ela
Mas essa saudade não exclui a felicidade que sinto em ser esta de hoje, filho.
Apenas complementa.
Complementa cada sonho, adiciona pimenta em cada lembrança antiga
e me faz entender, um pouco mais a cada dia, o quanto eu era pouco
O quanto eu tinha pouco
Antes de ter você.
Texto lindo e inspirador!!!!
ResponderExcluirO último parágrafo então é perfeito! Nuuh!
Porque é exatamente assim. A gente muda, e às vezes sente saudades, mas a saudade não exclui de maneira alguma a felicidade do hoje!
Parabéns pelo texto mais que maravilhoso!
Beijo!
Que lindo... Lindo mesmo!
ResponderExcluirFiquei muito feliz de ler isso Re!
bjao