São duas as colocações:
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Desde sempre ouvi conselhos sobre como 'não acostumar filho com x ou y'. Eu explico:
- Não acostuma o pequeno com pomada pra assadura, tá? Se não ele acostuma, aí... já viu, né?
- Não acostuma o pequeno com mamadeira morninha, tá? Se não ele acostuma, aí... já viu, né?
- Não acostuma o pequeno muito no colo, tá? Se não ele acostuma, aí... já viu, né?
- Não acostuma o pequeno a dormir no carrinho, tá? Se não ele acostuma, aí... já viu, né?
- Não acostuma o pequeno só com a mãe, tá? Se não ele acostuma, aí... já viu, né? (oi??)
- Não acostuma o pequeno só no berço, tá? Se não ele acostuma, aí... já viu, né?
e o raio que o parte desse monte de 'não acostuma'. Era tanto comentário que eu tinha medo do meu pequeno acostumar mal mesmo e tudo que eu fazia eu me limitava. Sim, era comedida. Em tudo. Hoje digo:
- Então, melhor também nem acostumar o filho a comer, pq depois acostuma... Vou ter que comprar comida eternamente! E banho, então?? Onde já se viu acostumar a tomar banho (quente ainda!) todo dia? Vai acostumar, aí já viu...
Humf
Me desprendi desse monte de limitação mental e segui a diante com meus instintos.
Vale dizer que Heitor tem colo e é ninado (e mimado, diga-se de passagem) eternamente pela mamãe. E eu prefiro assim. Fim
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Outro dia eu estava pensando sobre o excesso de amor, se é que ele existe, e cheguei a conclusão que existe, sim, excesso de 'eu te amo'. Eu explico²:
- Fulano chega em casa e solta um 'oi, filho, o pai te ama'. Fulano vai tomar banho e diz 'filho, papai de ama'. Fulano dá esporro no filho e depois solta 'filho, papai vai na padaria e te ama, viu?'.
Claro, tirando a brincadeira o causo, vocês entenderam o que eu quis dizer. Há casos em que se diz tanto que a coisa perde o sentido. Então, nesse caso, eu me empenho em fazer Heitor se acostumar (ho ho ho) em sentir o amor mais do que ouvir unicamente... Mesmo porquê, as habilidades sensoriais dele são muito mais aguçadas do que as verbais, certo? Ao menos por enquanto. Nada melhor do que esse incentivo para nos fazer desenvolver as nossas habilidades sensoriais de mães, mais do que as verbais, tão usadas hoje em dia. A gente se esquece do primitivo que fomos um dia, não? De como 'dizer' eu te amo com os olhos. Igual criança faz.
Já disse antes que eu acho que, às vezes, ou quase sempre... a palavra não faz jus ao sentimento.
Mesmo a gente falando com entonação, coração e tudo o mais, fica faltando uma parte 'indescritível'. Eu ouso dizer até que a palavra AMOR jamais chegará aos pés do sentimento. As quatro letras são tão pequenininhas...
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a musica é batida, mas vale a mensagem, nao vale?