segunda-feira, 30 de maio de 2011

33 semanas e... selinho... e...

Nem sempre fiz post comemorativo de semanas gestacionais aqui no blog. Fato é que eu passei a aproveitar um pouco melhor a gravidez só lá pela 25ª semana... Antes disso, era a treva. Não que todos os sintomas anteriores sumiram e eu me encontro em total estado de graça, não. Mas, aprendi de vez a conviver. Relevem. Eu sou virginiana e sofri pra me adequar à tão temida mudança... Não gosto dela. Adoro tudo direitinho como está. Mas, depois que encaro e passa a turbulência, eu me delicio. E é isso que tá rolando nesse momento! Uma misturinha de felicidade total e, de leve, uma melancoliazinha básica como é típíco de minha pessoa. Normal. Nada tenebroso como antes, não. Estou feliz. Apesar de que... bora enumerar as mazelas delícias dessa semaninha:

1 - Respiração curta MODE ON. Minha respiração está péssima, pesada. Heitor está pressionando tudo e meu pulmão deve estar com uns 30% de sua capacidade, só pode. Além disso, o ar aqui de SP já não ajuda e não tem chovido... O que faz com que eu tenha que fazer umas inalações com soro ao longo do dia para dar uma ajudada na questão.
2 - Sono, sono e mais SONO. Esse sintoma não é novo, mas tá que tá. Eu durmo toda a tarde, feito uma dondoca emergente.
3 - Só que... esse sono continua só a tarde mesmo, tá? De madruga, ele me detesta e me amarrota. Humf.
4 - Chororô... mimimi... e #quedó MODES ON continuamente, sem descanso.
5 - Roupas do Heitor organizadinhas, espero.
6 - Estou no processo de arrumar as malas da maternidade.
7 - Visita à maternidade OK. Falta escolher o Pediatra...
8 - Fome TENEBROSA continua.
9 - Estou também em processo de organizar tudo e morrendo de medo/ansiedade/angústia dele nascer antes do tempo... Todo mundo tem esse medinho?
10 - Vou fazendo updates conforme me lembrar, tá? O humor tá uma BELEUZA.
E mais...
"Os movimentos do seu bebê vão ao cume nesta semana e se ele nascer a partir de agora, estará apto a respirar fora do útero, pois seus pulmões já estão totalmente amadurecidos e preparados para a vida externa. Com 40 a 42 cm de comprimento e aproximadamente 1450 a 2650 gramas de peso, ele provavelmente já está bem cabeludinho." (Daqui!)

Fofo, não? Heitor não pára mesmo... Confesso que, quando ele pára, eu dou uma cutucadinha para ele mexer mais um tiquinho, tá? #chamaojuizado.

***

Além disso tudo, recebi semana passada um selinho fofo da Sarah que ainda não publiquei! Desculpe, amiga! Ando tão doida... Tão cabeça-oca... Pensem numa pessoa que larga carro aberto na rua, guarda telefone na geladeira... Eu já fazia esse tipo de coisa antes, mas ultimamente...

As regras são as seguintes:
1 - Responder: Por que a mommysfera te faz tão bem?
R: Para mim, a palavra-chave é 'TROCA'. De experiências, dúvidas, desabafos... Me faz bem porque eu não me sinto sozinha nesse novo mundo que é a maternidade.
2 - Indicar cinco blogs que fazem a diferença nesse seu mundo de mãe.
R: Poxa, complicou... Tem muito blog que eu curto que não posta selinho... Vou escolher alguns que normalmente postam, tá? Não sei se somarão cinco, vamos lá:

Tá na hora do chá!
Diário de uma mãe com mais de 30.
Diário de uma mãe polvo.
Uma Mãe das Arábias.
Mulher que pariu.

Deu!
Eu estou devendo comentários em todos esses blogs e em todos os outros também...ahahaha. Ando louca com os últimos preparativos para a chegada do ratinho, né? Também estou devendo organizar direito todos os selinhos que já recebi... Vocês me perdoam?

sexta-feira, 27 de maio de 2011

E o pai com isso? (mais um insight)


Eu pensei e repensei esse post umas mil vezes. Queria escrever, mas não sabia se seria bem aceita ou se minhas palavras seriam colocadas da melhor maneira. Enfim. Tirei as críticas prévias de cima da minha pessoa redonda e grávida e resolvi escrever de uma vez. Deixo claro que o que escrevo aqui é apenas a minha impressão de tudo, resultado sempre da minha única observação dos fatos que me rodeiam, da minha experiência de vida. Ok?
Vamos lá...

Eu fui criada 98% pela minha mãe. Ao meu pai, por 22 anos, coube os 2% de finais de semana quinzenais e férias anuais. Talvez menos tempo, já que por volta dos meus 15 anos eu já não passava o final de semana todinho com ele, ficando apenas o sábado ou apenas o domingo. Sempre tinha um evento para interromper nosso tempo junto ou minha preferência pura e simples era ficar na minha casa mesmo, com as minhas coisas. Quem é filho de pais separados, sabe como é. 98% não é pouco, é a vida toda, o dia a dia! É médico, escola, remédio, festinha, lição de casa, salada antes do doce, fruta durante a semana, mingau com muito açúcar quando ficava doente, supermercado, feira, sacolão, farmácia, uniforme escolar, material escolar, reunião de pais na escola, buscar da escola, levar para a escola, trazer amigo junto pra casa na sexta... Claro que nem toda dinâmica familiar de um casal divorciado é assim, mas a nossa era. Esses 98% eram da minha mãe. Esses 98% eram a minha vida, a vida como eu conhecia e curtia. Só que, desde muito cedo, percebi uma coisa que elaborei um pouco mais frente: O pai, o meu, era super-valorizado nas tarefas que cabiam naqueles 2%. Meu pai foi um bom pai, o melhor que ele soube ser e isso já vale mais do que qualquer outra coisa. Igual minha mãe, a matriarca, que é uma mãe intensa e presente. Constantemente presente em minha vida, e isso vale também mais do que qualquer outro padrão que se possa pensar para uma família atual, "ideal".

Não pensem que estou apenas criticando, é uma constatação: Meu pai, quando nos dava comida, cortava meu bife e passava Merthiolate no machucado era O PAI SENSACIONAL. As pessoas em volta se espantavam e elogiavam constantemente. Que pai... que homem. E ele era! Mas por motivos bem distintos do que esses, do que o fazer 'comum de qualquer pai ou mãe com sua cria'. Ele colocava a gente pra dormir! Uau! E o povo em volta ficava impressionado com tamanho comprometimento. O dia a dia da minha mãe era assim também, só que sem os elogios e aplausos constantes. Afinal... Mãe tem essa carga, né? Carga obrigatória. E o pai? O pai tem a escolha... Social e culturalmente ele pode escolher fazer ou não e, quando faz, passa a um status superior - o de pai perfeito, participativo e tudo o mais. Experimente elogiar uma mãe numa rodinha/festa/evento qualquer, dizendo "Nossa, você troca a fralda do nenê também?? Divide as tarefas com seu marido?? Que maravilha! Que mãe mais presente!". Aposto que o povo vai te olhar com espanto. Aposto.

Tenho um caso ainda mais complexo também na minha família... Fulano é O PAI porque troca as fraldas do filho nos finais de semana que lhe cabe. Que pai... que homem... Não deixa de ser. Novamente, por outros motivos que não exatamente por fazer o que a mãe faz dia após dia sem qualquer reconhecimento, não é mesmo? Até há reconhecimento - deixemos a amargura de lado... Mas, a cobrança é maior - há que se mostrar mais do que o comum. Mais do que o esperado. O homem? Não. Mostrando o comum bem feitinho, tá dentro.

Aqui em casa temos uma dinâmica de troca, divisão, compartilhamento de tarefas. Isso sempre foi assim, não é algo forjado. Mesmo assim, meu marido já ouviu perguntas do tipo "E você? Vai trocar a fralda do Heitor? Vai dar banho também?". Para mim é como perguntar se o Heitor vai respirar fora da minha barriga. VAI. Mas, compreendo o pensamento coletivo... bom, o pensamento mais comum. Vivi boa parte da infância e adolescência questionando isso com meus pais. Hoje, questiono com outras pessoas a minha volta... Questiono sozinha. Não compreendo.

E para vocês? O que é um "BOM PAI"? E uma "BOA MÃE"? A sociedade distingue? Será?

quarta-feira, 25 de maio de 2011

pra VocêS guardei



Porque você me conhece melhor do que ninguém... e com você aprendi a amar.
E porque ele, mesmo tão pequenino, sabe mais do que se passa dentro de mim do que eu mesma...


Luz e Paz :)

p.s. tem post fresquinho no forno, ok? no momento, estou mais quietinha mesmo. cria mexendo dentro de mim e eu manteiga derretida MASTER. preciso de mais? não...

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Insight sem motivo (update: COM motivoS!)

A gente (eu) passa a vida toda quase acreditando que não precisa muito de ninguém.
Que a gente (eu) se basta pra tudo nesse mundão.
Que a gente (eu) pode muito bem conquistar tudo com um tanto de força de vontade e competência.
Daí...
A gente engravida e o mundo muda de cor. Tem dias que ele fica até mais cinza do que antes da gravidez. Tem dias que ele fica tão colorido como a gente nunca viu antes. E tem dias que a gente pede ajuda e recebe, assim, na maior. Pede ajuda de Deus (eu peço), de mãe, de amiga, de blogueira... E recebe! E um dia nublado como o de hoje em SP fica até mais ajeitadinho, né? Mais promissor. Eu acredito que eu sou uma pessoa melhor hoje do que era 32 semanas atrás... Porque a pessoa que eu era sentia forte obrigação de vencer o mundo sozinha mesmo, sem frescura. Hoje, a pessoa que sou sente forte vontade de vencer o mundo muito bem acompanhada. Porque só quem se deixa amar é que pode amar um serzinho tão lindo e perfeito como o nosso próprio rebentinho, né não? 
***
Eu acho que era bem menos coração antes do que sou hoje, e ainda tenho um longo caminho pela frente.
O fato é que eu queria que o mundo coubesse no meu molde, um que eu carregava fazia tempo e tava até meio enferrujado... Só que a vida é fanfarrona, minha gente. Ela não cabe em molde nenhum e, ao mesmo tempo, é maleável a ponto de caber onde ela quiser. 
No fundo... no fundo... eu sei que não tem graça nenhuma saber o final do filme antes de assisti-lo, né? Eu sei que não existe um modo certo de planejar a vida. 
O legal é pensar que talvez... só talvez... minha vida hoje, fosse ela planejada com antecedência, seria pensada exatamente como está. Sem mudar nadinha.
***
Eu era mais conflituosa antes, bem antes. Era a briga de quem quer ser o que se espera com quem quer se libertar de todas as expectativas.
A gente consegue? Um dia, espero.
Como?
Com ajuda. Com amor. E com sorriso. Muuuito sorriso.

* A maternidade é, realmente, uma grande viagem. Pra onde? Eu sei lá!



quarta-feira, 18 de maio de 2011

Son(h)o meu...

Desde sempre a gente escuta que mãe dorme pouco, quando dorme. Aí a gente engravida e escuta mais ainda, assim, em tom de sentença: Aproveite pra dormir agora, porque depois... A primeira vez que ouvi esse conselho, eu fiquei a-p-a-v-o-r-a-d-a. Juro mesmo. E meio puta da vida até. Eu ouvia tanto, mas tanto que me revoltei. Não queria mais saber de ...depois que o filho nasce, TE PREPARA, minha filha ou ...tá com sono? ah, você não sabe o que é sono ainda... Povo negativo, pensava eu. Grande incentivo. Só que, com o passar do tempo, a gente compreende que nosso corpo realmente é sábio e enche a gente de sono na gravidez mesmo, fato. Eu tive muito, muito sono desde sempre. A fome monstruosa e esquisita veio agora, após a 28ª semana, mas o sono... desde o dia zero. Eu dei de dormir lá pelas 20:30/21:00hr. Acordava às 9:00hr da manhã e depois dormia mais a tarde. Pensa que o sono da tarde me tirava o sono da noite? Nãããão. Dava oito horas e eu lá, bocejando feito louca. 
***
Aí... a barriga começou a crescer e pesar. O sono já começou a ser interrompido umas 5-6 vezes para o xixi dusinferno e eu comecei a ter dificuldade para voltar a dormir. Ou era falta de sono mesmo, ou eram as contas, os pensamentos, planos... O coração batia até mais acelerado. Ansiedade e medo. Insegurança. Preocupação. Felicidade. Tudo junto. 
Hoje, chegando na 32ª semana, meu sono está uma porcaria. Não tem outra palavra pra ele. Às vezes eu fico sufocada e perco o ar, tenho que sentar um tempão até pegar no sono. Às vezes, deito de lado, durmo, acordo as 2am e passo a noite em claro - ou por causa das lindas e fofas Braxton Hicks ou por qualquer outra coisa que nem sei mais. Eu durmo mais ou menos bem uns 2 dias e passo um em claro. Depois durmo mais uns 3 e passo mais um em claro. Depois... Até perdi o rumo do post.
***
Tudo isso por causa do post de hoje da Luiza.
Também pra dizer que estou com olhos de Panda, uma lindeza, o puro glamour gravidístico do ano.
Também pra pedir uma velinha, reza braba ou bons fluidos em minha direção para que eu consiga dormir nessas últimas semanas.
Também pra contar que já tentei um travesseiro entre as pernas, outro nas costas, outro na barriga, outro no coo sei lá mais onde.
***
Apesar desse status de não-dormente, sigo dizendo feliz da vida que Heitor está bem, fortão, tudo normalzão... E eu sigo ansiosa pra ver o rostinho do meu primeiro ratinho. :)
***
Será que o Andrea B. - apesar de sua péssima performance como ator (o Elmo manda melhor) - pode me ajudar a dormir?

* Com essa voz, não precisa ser bom ator. Eu relevo, vai. Agora, só eu me mato de rir com esse video?

sábado, 14 de maio de 2011

Filha da Mãe? Mãe de quem? Cuma?

E eu engravidei e a minha relação com a matriarca mudou. Quero falar disso com vocês...
É que é algo tão complexo que nem sempre consigo colocar todas as palavras na ordem correta para me fazer entender, sabem? É bem confuso.
***
Minha mãe esperava um outro neto ou neta ansiosamente. Desde sempre. Quando me casei então, a coisa engrenou! Dona Denize perguntava e perguntava e nos colocava naquelas situações que muitos já estiveram (ou estão). Saco isso. Detestava. Sempre fui da opinião de que não teria filho por pressão, aliás, por motivo nenhum que não fosse o simples fato de eu e meu marido desejarmos. Fim. E assim foi. Depois de dois anos de união, oficialização, resolvemos. Aumentaríamos a família. Depois da decisão, coisa de 4 meses depois eu já estava grávida (sim, meninas, a coisa pegou rapidinho...rs) e me vi na sala do apartamento da minha mãe, entregando-lhe o exame de sangue com POSITIVO circulado com caneta de cheirinho. Ela chorou. Ligou pra Deus e o mundo e nossa nova jornada começou. Para quem não sabe, tenho um sobrinho de 2 anos já, ou seja, Heitor é o segundo netinho da Dona Dê. Mãs... Não convivemos com ele, pois meu irmão é divorciado. Ou seje: Vemos o Nicolas algumas horinhas de um sábado, sempre a cada 15 dias. Percebam que minha mãe não aproveita o neto como gostaria. Percebam² que minha mãe mima o neto até não poder mais nessas poucas horas. Percebam³ que minha mãe anda louca para participar mais e mais da vida do segundo netinho. Até aí tudo certo. Tudo legal.
***
A partir desse momento, em que me vi grávida, tudo mudou. Claro, vocês dirão, tudo muda mesmo. Normal. Mas eu não sabia e não tinha racionalizado a coisa ainda. Eu passei por uma fase longa de insight e tentativa de auto-conhecimento. Digamos que eu passei praticamente 6 meses me questionando, me estressando, lutando contra a mudança (porque, bem, eu não lido bem com mudanças). Minha mãe era parte da mudança. Os conflitos foram inevitáveis e nós nos estranhamos. Muito. Porém, ela se mostrou plenamente disposta a me dar o meu espaço para ser mãe e eu, aos poucos, aprendi a confiar nessa mudança de papéis. Eu me questiono constantemente sobre o que repetir com o Heitor e o que não repetir, em se tratando da educação que tive. Eu me questiono constantemente sobre me sentir 'aceita como mãe' em minha família e ainda ser tratada como 'filha apenas'. Existe uma linha tênue. A relação entre mãe e filhA não é - nem de longe - simples. Duas mulheres que se debatem em busca de espaço para crescimento e, ao mesmo tempo, duas idéias de vida que querem se complementar, mas também se distanciar. Eu acredito piamente que estou me tornando a mulher que desejo ser, claro, com influências mil da minha mãe - impossível ser diferente. Temos nossos conflitos e nossa convivência nunca foi branda... morna... calma... Ao contrário, sempre foi fervente e tumultuada. Mas, há amor, claro, sem dúvida! Há amor e sei o quanto ela deve estar se esforçando para não interferir demais em minha construção interna da maternidade... Só eu posso imaginar o quanto ela deve estar se segurando...rs. Basta saber se conseguirei me manter firme na construção EXTERNA da maternidade de fato. Minha insegurança grita, mas espero apenas que consigamos manter nossos espaços. Tenho fé que sim, minha mãe tem sido ótima! Sempre deixo claro que quero que ela participe da vida do Heitor e da minha vida em família, que me direcione, me guie, me apóie. Acho que estamos caminhando para uma nova etapa da nossa relação - mais madura, diferente. Somos mulheres diferentes agora. Não para o mundo, mas para nós mesmas.
***
Além de tudo isso, eu hoje sou mais capaz de me colocar no lugar dela... em inúmeras situações.
***
Tem uma música do Chico que me faz pensar na minha mãe.
Uns lembrarão do caráter político da letra.
Outros lembrarão da importância melódica do conjunto.
Olha.
Eu lembro de tudo isso e também do dia em que minha mãe cantou essa música sem parar e na maior emoção no videokê da festa do Tio Portela... Acho que a minha mãe é assim...
(p.s. fofildo esse Chico mocinho, né? nada me tira da cabeça que ele é pai da Adriana Calcanhoto, meu povo...)



Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...

A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...


Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...


A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...


A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou...

A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá...


O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou...

No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Devaneios sobre a expressão e updates...

E então que hoje me peguei pensando sobre a expressão Mãe de primeira viagem. Eu juro que queria saber a origem e por que as mamães de dois ou mais não são chamadas de Mães de várias viagens ou Mães de duas/três/quatro viagens... ou até Mães viajadeiras. O fato é que eu viajei total, né não? - eu sou assim mesmo desde que eu nasci. Relevem... Eu acabei pensando também na viagem emocional que é estar grávida do meu primeiro filho e como realmente posso comparar a sensação a estar num avião qualquer rumo ao desconhecido. Ou mesmo estar sentada num bonde, na janelinha e, mesmo assim, me perder no caminho... sabe?

***

Aí que eu preciso contar, se é que ainda é novidade, que eu sou um bicho do mato. Odeio fotos. Odeio me sentir exposta. Mas, como a gravidez é, ao mesmo tempo, a garantia de adquirirmos uma bela melancia na barriga no pescoço, fica um pouco difícil permanecer quietinha no nosso canto redondo, né? Eu sofri bastante na gravidez até agora. Sofri emocionalmente e fisicamente as mudanças pelas quais tenho passado e foi duro para mim registrar alguns momentos.
Só que...
Só que eu me dei conta de que nunca mais mostrei o quartinho do pequeno para vocês e nunca mais 'me mostrei', né? O povo pergunta, pede, e eu resolvi ceder um pouco pro meu filho não pensar que nasceu de chocadeira para guardar as imagens para a posteridade também, não é?? Ao lado direito, nas guias do blog, eu coloquei um link pro meu álbum do Picasa. As fotos não são aquela cooooisa toda, mas valem. Abaixo vou compartilhar um pouco do quartinho do Heitor, ainda em fase de arrumação, ok?



Clique nas imagens para ver ampliadas ;)
Marido me pegou de surpresa e lascou a foto!

Enfim... A pessoa mostra album, mostra foto e agora corre pra enfiar a cabeça de baixo da terra, tá? Porque eu sou bicho do mato e 'tô-nem-aí'...