segunda-feira, 11 de julho de 2011

Naquele dia

Um mini-post para contar que no dia do nascimento do Heitor, enquanto eu esperava meu médico num quarto intermediário no Centro Cirúrgico Obstétrico da maternidade, vestida com aquela camisolinha linda feita de 'baby-wipes-sei-la-como-chama-aquela-coisa', tocava essa música na rádio que ecoava no corredor...


E eu chorei feito uma criança.

p.s. "Phil Collins, seu lindo"

domingo, 10 de julho de 2011

Embrulhado para viagem

Depois de tanta palavra densa, um post mais ameno... Dia desses me perguntaram nos comentários o que seria um WRAP-SLING e eu resolvi explicar aqui rapidinho. Longe de ser uma explicação técnica, é apenas o que eu sei, tá?
Trata-se, basicamente, de um canguru-segura-nenê-em-forma-de-pano-para-enrolar-nisimesma.
É assim: 
"Um pedaço de tecido de por volta de 5 metros, que se amarra ao redor do corpo da pessoa que carrega. Existem várias amarrações e posições. É muito confortável pois distribui o peso entre os dois ombros e nas costas. Permite a amamentação e é muito versátil, podendo ser usados na frente, peito a peito, deitado (para amamentar), de lado ou nas costas. O bebê pode ser colocado e retirado facilmente. O wrap sling permite maior contato pele a pele, (no sling com argola ou pouch você ainda tem uma camada de tecido entre você e o bebê, no wrap não). Por isso ele é recomendado para o método mãe canguru com prematuros e para recém-nascidos. Ele garante uma posição ergonómica e segura bem as costas e cabecinha do bebê, também durante o sono." (via Sun Kepina).
Aliás, eu comprei o meu da Sun Kepina e recomendo, viu?
O Wrap parece complexo, mas é a coisa mais simples de usar. Eu achei mais bacana do que o sling de argola e o canguru tradicional. Hiper fácil. Nos primeiríssimos dias eu tive medo de embrulhar o Heitor comigo ali. Hoje, 16 dias depois (uhuuu), já consigo numa boa. Ontem ele até dormiu no sling! Eu não deixo ele muitas horas comigo pois ele ainda fica pouco tempo acordadinho pro mundo e porque, com o passar dos minutos, ele se irrita um pouco. Mas, ontem ficou coisa de 40 minutos e adormeceu fofildo. Podem comprovar! Garanto que será o maior sucesso!
Aqui vocês encontram uma série de vídeos demonstrando como se pode usar o sling. Também vale buscar no YouTube, viu? Muita coisa legal.

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Bom domingão a todos!

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sexta-feira, 8 de julho de 2011

O post que eu não escrevi

Tinha uma moça por aí que dizia que não seria mãe. Depois, acabou mudando de idéia e hoje vive a maior viagem do universo. Foi para e voltou da Lua mil vezes nesses últimos 14 dias e ainda agradece por isso. Doida master. Essa moça, além de ser mãe, tem uma mãe e tem conflitos com ela. Essa mãe da nova mamãe sofreu um pouco quando o novo bebê chegou ao mundo. Ela cismou em não confiar instantaneamente na nova mamãe. Esperneou. Contestou decisões com as quais não concordava. Esqueceu que seu papel de mãe acabara de ser limitado pelo tempo, espaço e a nova vida que viera ao mundo. Esqueceu que a nova mãe precisava de apoio e confiança. Ela já tinha bastante falta dos dois sozinha, ainda mais com ajuda... A coisa piorou. Então, a nova mãe chorou e cometeu erros. Não manteve o foco, fez uma merda grande e outras pequenininhas e outras médias e algumas das quais ela nunca mais vai esquecer. E o filho que veio ao mundo não compreende nada, não compreende o 'outro mundo' que existe entre uma filha e uma mãe em conflito. Ele respira, chora, é alimentado e dorme... A nova mãe diz muito que o ama, a todo momento, e tem medo dele um dia se esquecer disso como ela se esqueceu.
O médico que ajudou o filho vir ao mundo disse para todo mundo ouvir que 'tinha certeza que a nova mamãe seria uma boa mãe'. CERTEZA. Desde sempre. Um amor esse moço. A mãe da nova mãe disse que não esperava que fosse tanto assim. Esperava menos. Surpresa. E a nova mãe sentiu um nó crescer na garganta, desejando que a mãe tivesse aquela certeza do médico e que ele tivesse a expectativa diminuída. 
Mas, vejam, esse causo eu ouvi por aí. Não é meu. Não escrevi isso aí. Porque eu não quero mais falar de conflito materno. Coisa de princípio mesmo. E fim.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Notas

note to self: Heitor adora massagem com óleo nos pezinhos!
note to self 2: mas coloquei Heitor no wrapsling e ele ja fez um coco... ainda não sei se ele curtiu, pq começou a chorar. Nova tentativa em breve.
CAIU O UMBIGUINHO!!!
 

domingo, 3 de julho de 2011

Acabo de me dar conta...

... de que este aqui é, no momento, o espaço mais amplo que tenho para me expressar. Agora, e pelas próximas semanas, estarei mais centrada em mim e em meu filho do que jamais estive. Claro, ele está fora de mim. Quando estava grávida, as pessoas me diziam coisas e davam conselhos que só entendo hoje. Ninguém se prepara para o que está por vir. Ninguém consegue medir a densidade da coisa toda por antecipação. É denso. Pesado. Intenso. É doloroso. É maravilhoso.
Meu filho respira do lado de fora do meu corpo e isso é mágico e assustador. Há tantas coisas no mundo que podem machucá-lo e eu preciso protege-lo de tudo. De todos. De tanta coisa. Minha cabeça não pára. Acredito que não se passou um dia sem que eu tenha derramado lágrimas no chuveiro ou no meio de uma tarefa boba qualquer. O parto do Heitor não foi como eu sonhava ou desejava... Não sonhava, de fato, com parto, mas tinha minhas idéias, meus pedidos sem sentido. A vida não aceita planejamentos. Há detalhes na nossa rotina que também não estão sendo como eu esperava. A vida não aceita expectativas. No meio disso tudo, digo que amo meu filho demais, porém ainda não me libertei desse peso negativo das expectivas não atingidas. Meu filho é lindo, perfeito, mas todos os dias sofro por me achar imperfeita para ele. Aquém do que ele precisa. Acredito que quando esse furacão inicial passar e eu souber lidar melhor com ele e comigo, eu o amarei ainda mais. Eu me amarei mais. Onde fui parar? Cadê 'eu'?

BOM DOMINGO! ZZZZZzzzz

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Uma semana e...

Heitor completa uma semana de vida HOJE.
E aí?
E aí que é só chororô da mamãe e pouco choro do pequeno, graças. Ele é bonzinho, não posso reclamar. Mesmo assim, estou exausta.
Até quarta-feira ele pesava 2835kg, tudo normal.
Teve icterícia no hospital, mas passou com 24hrs de banho de luz.
Não ficou em uti e nem foi tratado como prematuro, apesar das 36 semanas e 4 dias no nascimento. Ficou super bem e não teve nadinha além do normal.
Ama as mãozinhas e chupa dedos, dedo ou a mão inteira (e tá tudo bem).
Ama nossas cantorias sem noção.
Ama ficar no colo enquanto andamos pela casa. Parou? Nenê não curte, não.
Já a mamãe...
Quer mesmo é entrar num buraquinho e ali permanecer, junto com seu pequeno, sem ver mais ninguém. Morro de ciúme dele, de pegarem ele no colo e etc... Juro que queria simplesmente ficar com ele no meu quarto, deitados na cama, por toda eternidade - com o detalhe de ficar beijando as maozinhas e pezinhos do meu fofo enquanto isso... Na volta da maternidade achei o mundo todo tão hostil. Mais do que o normal. Quanto barulho, quanta sujeira, quanta informação...

Não sei se é falta de tempo ou disposição para responder e-mails e mensagens e torpedos. Perdoem-me. Logo volto. Eu acho.
Faltou a foto, né? Ainda não descarreguei nenhuma... sorry.