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Quando Heitor nasceu, eu tive pouca presença familiar em casa para me auxiliar por motivos que, agora, não vem ao caso. No 5º dia de vida dele eu já arrumava tudo, organizava a casa e cuidava dele - operada. Não é à toa que eu só cicatrizei mesmo depois de um mês (isso mesmo, um mês) e a 'não-amamentação' foi solidificada por aqui. Claro que também tive culpa e fiz as escolhas erradas, mas o assunto central de hoje não é esse (aliás, esse assunto é exaustivo para mim, então, relevem). À época, eu infelizmente não vi as coisas como hoje. Não priorizei a mim mesma e nem meu filho por tamanhas críticas externas, marido perdido tendo que cuidar de questões pesadíssimas familiares dele, minha necessidade de provar que eu podia, que eu aguentava, que eu dava conta para quem estava me massacrando. Pra quê? Eu não dava conta, na real. Mas, no final, eu dei. Demos.
A coisa andou e, quatro meses depois, eu crio meu filho praticamente sem ajuda externa também. Marido e eu nos revezamos, nos dividimos, eu me enfio no buraco da maternidade e aprendi a priorizar Heitor, a amá-lo, a dar a ele tudo que posso de melhor em termos de sentimentos, atenção, carinho e alimentação (etc, etc, etc, etc).
E então que...
Conforme o tempo passa...
A gente passa a olhar em volta novamente e começa a pensar em como devolver ao nosso cabelo a maciez de outrora, como retirar as olheiras horrendas dos nossos olhos e como manter a depilação em dia.
É, colegas, a gente pensa em tudo isso.
A gente também pensa em como lidar com o sexo, ou a falta dele desde o pós-parto. Aliás, desde a gravidez, falaê.
E a gente percebe que, mano, não sabemos mais transar! Calma, sabemos os passos básicos, mas a gente meio que se perdeu no compasso, perdemos a tranquilidade que todo o momento requer, perdemos a calma e, principalmente, estamos cansadas.
Como faz com isso?
A gente quer se divertir, quer voltar a se encontrar! A gente quer, claro, guardadas as devidas proporções, ter uma vida de casal, intimidade, se curtir, alimentar o casamento.
Esse post é inconclusivo. Hoje, busco opiniões, respostas de quem já passou por isso. Você amiga, mãe, mulher... Você fez como, minha filha?? Como é que se volta a abraçar o Grande T nessa vida pós-filhos?
Alguém?

Rê. É foda! Literalmente. Todo mundo fala que depois dos filhos a vida a dois muda, mas ninguém diz que muda muito.
ResponderExcluirMUITO!
Aqui em casa sexo virou um exercício de paciência. Temos vontade mas normalmente temos que esperar a hora propícia pra deixar acontecer, as vezes tudo tumultua e ficamos só na vontade.
Uma coisa é certa, a minha libido baixou muito durante a gravidez e primeiros meses. Só fui ter vontade de transar e me excitar com a vinda da primeira menstruação, em junho. Ainda que tive sorte (??) de menstruar tão rápido. Mas a verdade é a amamentação dá uma diminuída na lubrificação e os hormônios ficam tudo doidos com a alta da prolactina.
Sem contar o cansaço. Confesso que aqui em casa maridão tem muito mais energia que eu. E as vezes ele fica mesmo no vácuo, tadinho.
E bora exercer a paciência.
Parabéns por abrir o tema.
Uma beijoca enorme no seu coração!
Suas atualizações não aparecem mais no meu blogroll faz tempo. Daí fui ver o porquê. Seu blog não está mais lá. Vou tratar de consertar isso djá. Que coisa doidja.
ResponderExcluirBeijos!
Rê, me senti diferente após o parto. Como o Gui vivia pendurado nos meus seios o dia todo, quando marido chegava todosequerendo nos próprios eu o afastava. Po, não aguentava mais um toque sequer. Parecia que 'eles' precisavam de um descanso sabe? E o sexo? Demorei mais de 2 meses para dizer um sim. Claro, tive medo de sei lá arrebentar os pontos da minha episiotomia. E tudo era feito com muita cautela até finalmente 'entrar', confesso que morria de medo, muito mesmo. Mas até o Gui completar um ano eu fiquei esquisitinha sabe, depois passou e hoje claro que ainda não voltamos com a nossa vida sexual de antes, mas estamo a cada mes aumentando nossa cota haahaahahah
ResponderExcluirah, continuo com olheiras e depilação lá na amigan... vai na lâmina mesmo hahahhaa
É amiga, é como conversamos no msn, a coisa demora a voltar para os eixos. Eu demorei muuuito a me reencontrar de novo, tanto na individualidade como na vida de casal. Tive bastante dificuldade mesmo. Primeiro sentia dor, depois passei a ter vergonha na hora do sexo, como se estivesse fazendo algo errado! Tesão então, zero. Só queria dormir.
ResponderExcluirFora quando estávamos os dois no clima, super empolgados e... Bento acordava. Corta-tesão total.
Mas olha, passa. Para umas a coisa volta rápido, para outras demora, mas te garanto que volta.
bjão
Ah, e parabéns por trazer o tema para discussão. Eu não via nada disso quando estava nos primeiros meses pós-parto, ninguém fala mesmo. Mas todo mundo sente a barra né!!
ResponderExcluirbjo
Como a Sarah falou, todo mundo passa por isso e poucas pessoas falam a respeito. Como se fosse um assunto menor ou se fosse feio e o Papai do Céu fosse nos castigar.
ResponderExcluirNão posso ajudar, sério. Porque até hoje, engatinho na procura pela tranquilidade perdida na hora de transar. Vontade temos muita, o que falta mesmo é disposição. Cuidar de tudo e estar linda e voluptuosa é heroico. Agora, que o Otto completou 3 anos, é que voltamos ao status quo. Mas ainda assim, com meus sentidos voltados pra porta, para pequenos ruídos, enfim...
Tudo na nossa vida muda e precisamos aprender novos jeitos de lidar com velhas questões.
beijo
cara, eu não sei te repsonder isso. Luquinhas é só um tico mais velho que Heitorzinho, então estamos mais ou menos no mesmo barco, gata.
ResponderExcluirMas acho que precisa um pouco de paciência e esforço, viu?
beijos e to de olho nas respostas das mais experientes!
Olha parabens pelo post, assim como as outras (esse é um daqueles posts que voce le todos os comentarios, rsrsrs, vou voltar mais tarde para ver mais respostas rs) não vejo muita conversa sobre o assunto, apenas um basico "é muda né, mas depois volta") e pronto fim de papo! então parabens pela iniciativa!!! Aqui em casa foi o contrario, na gravidez eu tive muita vontade, o maridon broxou geral, conto nos dedos as vezes que rolou! Depois que a cria nasceu (1 ano) inverteu, no começo os 2 broxaram, agora eu ainda to meio sem vontades e ele ta começando a ter, mas eu ainda amamento e acho que isso contribui, porque realmente quase todas as vezes eu fico tensa, doi e não é aquele prazer todo de antigamente! quem sabe quando ela parar de mamar as coisas começem a voltar (ai vem o 2º filho né? rs) oh ceus!!!!
ResponderExcluirAdorei o post. Me sinto exatamente assim. Alias, acho que a grande maioria das mães se sentem assim e não tem coragem de relatar. Mas é ter paciência, é ter calma, é preciso esperar a hora certa né? rsr! Beijos
ResponderExcluirRê, essa fase é assim mesmo e acho que tentar apressar não vai ser bom... tem que rolar qdo tiver com T mesmo!!!
ResponderExcluirEu passei por isso 3 vezes e para resgatar, fora o T (gosto muito da brincadeira, não é a toa que tenho 3 filhos...kkkk) tentei resgatar o desejo do começo. E não o desejo de transar, e sim o de abraçar, de beijar de língua... o resto vem!
Até hoje, com as crianças crescidas, temos que restar atenção e cuidar disso...
Já perdi as contas de quantas vezes meu marido vinha me beijar e eu pensava: "Será que eu escovei os dentes hoje". Com bebê pequeno a gente fica em outra galaxia, né não???
Ótimo assunto, hein!!!
Beijão