terça-feira, 4 de junho de 2013

Licença... pode entrar?

... pode voltar sem parecer ridícula? pode entrar no que era meu, mas nem tanto?
Pode ficar sem ser taxada? Sem falar nada demais, mas falando um pouco mais que antes?
Pode?
Voltei.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Vocabulando...

Heitor, com exatamente 1 ano, 3 meses e 21 dias de vida:
espera a vez de entrar em cena

toma banho e deixa lavar o cecê

come uvas e mirtilos, pois é ryco e chique

faz análise completa sobre a economia mundial

percebe que a economia mundial é um saco

e decide voltar a brincar que é bom

deita no sofá e fica de pernas pro ar enquanto a mãe trabalha

come escova de cabelos

cospe pra cima

e taca a peneira na cabeça do pai
Além de tudo isso, ele ainda fala:

issê - apontando algo que deseja pegar ("esse")
dá - que pode ser 'quero isso pra mim' ou 'toma isso pra você'
apéita? - sempre em tom interrogativo, normalmente quando tem botão pra apertar (elevador, som, dvd, televião). Ele aponta o dedinho, fala e depois aperta.
tááá - assim, bem exagerado. Tchau.
dádá - guardar (nós falamos e ele repete).
téta - a gata Teca ou o gato Tico.
babá - a gata Balinha da vovó.
ábi ou ebí - abrir (normalmente, quando ele quer abrir alguma coisa)
abíííuuu - quando finalmente ele consegue abrir, solta essa também bem exagerado. Fofo!
anhô ou anhá - com biquinho e tudo quer dizer 'alô' e ainda pega qualquer coisa à vista pra fazer as vezes de telefone imaginário.
bápá - barco
cáo - carro
moú* - o som da vaca (com bico tão fofo)
píu* - pintinho (bico e mais bico).
míu* - gatinho (aieee, o bico mais fofo do mundo).
au-au* - beeeem grave, é o cachorro.
béééé* - a ovelhinha.
cácá* - galinha
* temos um livrinho com os bichos e, conforme vamos virando as páginas, ele diz os som dos bichos.
papá - comida ou papai
mã - assim, só uma vez, sou eu :) 


Acho que é isso. Fui escrevendo conforme eu fui lembrando, mas tinha que registrar para não deixar passar..rs.

Estou sem conseguir escrever aqui faz tempo, né? Prometo voltar em breve com novidades :)

p.s. desculpem a qualidade das imagens, mas minha câmera morreu e estou providenciando outra rapidinho, tá?

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Dentes


Aviso: Esse post possui doses cavalares de #mimimi, #chororo, #dramamexicano, #etc.

DENTES: Seu principal aspecto de simbolismo está associado à agressividade, à força da mastigação devido aos apetites dos desejos materiais, com eles mordemos e trituramos. É um instrumento de tomada de posse. Por outro lado, perder os dentes simbolizaria a perda da juventude, da agressividade, da defesa, o esmaecimento da energia vital, uma situação de castração, frustração ou falência. (daqui)

***

Começarei sem enrolação: ele me mordeu. Heitor, meu filho lindo, mordeu-me o braço tão forte que deixou os dentinhos marcados na minha pele. Foi uma mordida com raiva, foi uma mordida dolorida. Foi assim:

Estávamos brincando um pouco na varanda de manhã cedinho enquanto não dava a hora de levá-lo pro berçário. Ele estava pronto, cabelos escovados, chupeta, paninho, meia, tênis. Um filho brincando e uma mãe exausta. Eu explico: Essa noite mal dormimos todos. Heitor tossiu eternamente por conta de um resfriado sem fim, que resiste bravamente às constantes sessões de tortura, ops, inalação que aplicamos ao moleque. Percebo que ele brinca, mas tem as olheiras escuras... Tadinho, está cansado, mal descansou essa noite. Talvez seja por isso que anda tão birrento, acordou chutando o mundo (penso eu). Gênia. A criança esperneia a cada ordem dada que não condiz com seu desejo de criança de ter tudo, pegar tudo, jogar tudo e engolir o mundo todo de uma vez. A criança não quer nem mastigar a porcaria do mundo, quer engolir inteiro. Eu tento colocar ordem no barraco, ops, no salão... Tento colocar limites, tento... enquanto tentava, tomei uma mordida bem no meio do antebraço. Gênia. A raiva. Fiquei tão louca da vida que acreditei ser melhor dar um tapa na mão dele... Segurei, mas foi quase. Então, segurei meu filho, olhei bem nos olhos dele e disse:

- Não pode! Não pode morder a mamãe! Não pode, filho, machuca...

Mal percebi em que momento eu interrompi a bronca e sentei no chão da varanda... e chorei... desabei... Continuei argumentando enquanto soluçava sentida e tinha uma criança em pé, olhando profundamente para mim. Senti tanta dor, tanta tristeza, tanto desolamento... Eu me senti sozinha e me senti uma mãe incapaz. Há tempos ele vinha ensaiando essa mordida de birra, de quando a gente tira algo dele e ele se joga pra trás, grita, chora... Há tempos ele vinha na direção de qualquer um e qualquer coisa perto e tentava morder, mas não concluía. Já teve momentos em que ele tentou morder o chão (analise, colega) e bateu a cara - choro, muito choro de raiva do pequeno que se sente impotente na frente do mundo que ele quer engolir... Eu sei que o mundo é grande demais e não cabe todo na sua boca de uma vez, filho... Mas, há que se ter paciência...

Chorei... choro ainda escrevendo esse texto porque me sinto uma tonta... ridículo, né? Infantil quase. Gênia. Por um momento imaginei meu filho andando na minha direção e me abraçando e pedindo desculpas e me amando e me beijando e me babando toda... Que vergonha dessa minha infantilidade, necessidade por afirmação, segurança. Eu sou mãe e mãe dá sem receber até quando... quando puder... né? Enquanto eu chorava, Heitor me olhava... passou a mão no meu rosto e descobriu a lágrima... Depois, virou pro lado e continuou a brincar. Eu, boba, chorei ainda mais imaginando que meu filho não me ama...

Só que eu tinha que estar lá, colocando um breque, dando uma lubrificada nas atitudes compulsivas do meu filho de um ano... E, por eu estar lá, do lado dele, é que ele me mordeu. Estivesse eu longe, ele não me direcionaria sua frustração, eu sei... Mas, também eu perderia a chance de ensinar. Ele quer romper comigo para buscar o mundo, movimento natural e necessário. E eu quero colocar ele dentro de mim de novo... só mais um dia... só mais um dia.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Grudento


Sentei para escrever. De novo.

E de novo as palavras estão sem jeito, sem pose, sem tom. Eu não consigo encontrar o tom ou será que o tom mudou e eu não acompanhei? Há dias que as palavras andam assim: gelatinosas. Eu tive um professor da faculdade que riu dessa minha metáfora numa aula de poesia. Mas, ele riu assim como quem entende o que eu digo. Quando a gente tem filho, se aproxima dos 30, sente saudades dos que já foram e pensa demais na vida, a gente entende bem o que são as palavras gelatinosas. Essas que escorregam direto pra dentro da barriga, sem mastigação. Igual balas Soft, mas molengas. Mais molengas ainda do que aquelas balas de goma insuportavelmente ruins em formato de ursinho. Outro dia vi uma em formato de dentadura. Hein??

Posso dizer que o mundo está perdido sem parecer velha?

Eu gosto mais de bala de goma com açúcar em volta. Pra ficar mais gostoso de mastigar. Mas, eu gosto também de coisas mais duras, como o dia de hoje. Gosto de céu sem nuvem porque me sinto menos sufocada. E gosto de goiabada com queijo porque sou bem óbvia. E gosto de escrever sem tom porque nem sei mais quem eu sou e tudo bem também.

Larguei o blog por quase quatro meses e, no começo, senti que como se eu estivesse 'de mal' de mim. Virei as costas, fiz bico, chorei e bufei como aquela criança de 6 anos que eu já fui. Depois de alguns dias, senti como se eu estivesse magoada. Um rancor subiu por dentro e ficou preso nos dentes igual alface. Uma coisa grotesca e constrangedora. Sempre que alguém me perguntava do blog, eu sentia como se eu estivesse abrindo a boca bem grande com um monte de alface preso nos meus dentes. E assim foi. E assim mantive. E fui forte porque achei que precisava. Segurei. Deixei de escrever como fiz em alguns momentos da minha vida. E conversava comigo mesma em silêncio, escrevia textos mentalmente, mas jamais registrava. Era a fase da angústia. Eu me debatia por dentro, mas continuava dançando o mesmo ritmo por fora. E quando me perguntavam do blog eu já não me lembrava do motivo que me fez desistir dele. Parei. Respirei. Coloquei outra música para tocar.

Hoje sentei decidida a parar com essa história de falar sozinha de novo... Raios! Eu vivo fazendo isso! O que me afastou daqui foi a mesma coisa que me trouxe de volta - a ironia do compartilhamento de ideias. A obsessão por ler a mim mesma enquanto penso. A obsessão por me olhar no espelho por dentro.
O bom é que agora sei que, se você ficou é porque se importa.
Obrigada, viu?
Aceita uma bala de goma?

segunda-feira, 2 de abril de 2012

ANSIEDADEs DE SEPARAÇÃO E A SABEDORIA INFANTIL

Heitor anda sentindo minha falta. Essa falta de ficar juntinho. Essa falta que eles sentem quando percebem, aos poucos, que vivem - de fato - fora de nós e que são seres independentes. No caso dele, o que tem acontecido é que ele - ao menos 2/3 vezes na semana - acorda de uma soneca berrando, chorando sentido, soluçando... que dó, que dó. Às vezes é na soneca da tarde, depois de uns 45 minutos, uma hora... Às vezes é no sono final, noturno mesmo... Sofro. Faço meu papel delicioso - sem ironia aqui - de mãe e conforto, o que amo fazer. Embalo, acalento, digo que sempre estarei por perto, prometo que ele não está sozinho e ele acalma. Vai pro berço acordado, mas se vira de lado e capota instantaneamente, como se nada fosse. Cabe dizer aqui que Heitor é um bebê completamente adaptado ao berço próprio, a dormir sozinho no quarto dele. Foi um processo natural, sem neuras ou birras. No dia 1 em casa, ele já foi pra lá - porque para nós era o que devia ser feito, era a nossa dinâmica familiar e assim sempre foi. Claro, somado ao fato dele realmente curtir ali, ficar numa boa e termos tidos apenas alguns momentos de turbulência nesses 9 meses e tanto. Caso ele não ficasse, buscaríamos outra alternativa, mas esse movimento foi realmente natural...
Não posso dizer que essa tal 'ansiedade' apareceu DO NADA... Desde o 5º/6º esse chororô rolava, bem esporadicamente... Pensávamos que poderia ser algum pesadelo, o que de fato pode ser também... E acalentávamos igualmente.
Nesses momentos eu digo a mim mesma que passa... Que vai passar... E calmo meu lindinho com o coração mega apertado. Mas... Eles tem que crescer e nosso papel é fazer a ponte de nós ao mundo, da nossa casa ao mundo deles, não é?
***
Eu ando sentindo falta de Heitor e de mim. Essa falta de ficar juntinho. Uma melancolia estranha que vem às vezes. Outro dia encontrei uma amiga e seu pequeno fofo numa livraria bacana que tem aqui na Avenida Paulista, SP. Deixei Heitor no berçário, estacionei o carro próximo ao metrô e entrei na estação. Como o trânsito matutino vespertino e noturno aqui é de morrer, o melhor a se fazer é ir até a Paulista de metrô mesmo, deixando o carro perto da escola para um retorno mais tranquilo após o almoço... E assim foi. A caminho de lá, com meus companheiros Iphone+fone de ouvido+The Beatles, senti um nó na garganta, vontade de chorar. Desci na estação Consolação - olha a ironia - toda nova, toda diferente, e me senti perdida ali. Tanta gente... Tanta informação... Tanta coisa para absorver depois de tanto tempo em casa, fechada, vivendo uma vida e me esquecendo de todas as outras... Tocava Hey, Jude e eu parei, encostei numa parede da estação, e quase sucumbi. Foi forte. Senti saudades do pequeno, percebi que ainda não tinha me dado a chance de sofrer completamente por essa mudança... Esse crescimento dele... Esse crescimento meu. Como diz Paul, é melhor deixar (a dor) passar por dentro da pele da gente, sentir, para poder melhorar. Assim, continuei caminhando e coloquei a música novamente... Chorei atravessando a rua, chorei passando por prédios que antes eram tão familiares para mim! Chorei passando em frente à banca de jornais onde eu comprava maços de cigarro em tempos de faculdade... Começou Let it Be e eu me sentei um pouco para ver o mundo passar. Que coisa doida esse troço de ser mãe...  
Nesses momentos eu digo a mim mesma que passa... Que vai passar... E tento me acalmar sozinha, com o coração mega apertado. Mas... Eles tem que crescer e nosso papel é fazer a ponte de nós ao mundo, da nossa casa ao mundo deles, não é?
(selecionando os links dos videos, eu me pus a chorar de novo. Eita, que essas músicas me pegam de jeito, viu?)
***
Depois que dou banho no Heitor, eu o enrolo na toalha fofinha e o pego no colo como se o fosse ninar. Ele, outro dia, reparou no teto e no reflexo das ondas de água na banheira... Sabem aquele reflexo clarinho, fios luminosos no teto misturados com a luz do banheiro? Então. Ele adora ver isso e fica quietinho um tempo só olhando. Eu, desejando agradar meu rebento, bati a mão na água da banheira para que mais e mais onda de luz se formassem... Erro meu... No momento da turbulência da água, nenhum reflexo se forma. É preciso que as ondas se acalmem um pouco para que possamos ver os tais reflexos que encantam meu filho. E ele me ensinou mais essa... É preciso esperar a calmaria para ver as coisas com um pouco mais de clareza.
***
E como faz tempo que não aparecemos por aqui.... Taí:
Sorriso mais lindo do mundo, universo e tudo mais

O que eu vou fazer agora, hein?

Muito amor

Hello, people

Manhê, o pão 'comeu eu'

sexta-feira, 23 de março de 2012

ELA

Era uma vez, a moça que acreditava ser uma só.
E, como uma, ela fez para si uma história infantil, bobinha até.
E, como uma, ela errou por muitas.
E ela seguiu. Andou pra frente e abriu dois olhos na nuca.

O tempo passou e ela percebeu que era, na verdade, muitas
Mas essas muitas nem tinham nome! Ela reclamava
E se perdia em muitas e nunca se encontrava, porque ela queria nomes.
Mas, como muitas, a moça até acertou por si mesma algumas vezes.
E ela seguiu. Andou pra frente e abriu dois olhos na nuca.

Passou mais tempo ainda.
E ela, cada vez mais aprendiz da vida, soube que era, então, muitas dentro de uma!
Ah! Essa embalagem sagaz.
Ah! Esse envólucro estúpido e dissimulado.
Frágil feito casca de ovo!
Ela estava começando a ver tudo com outros olhos, mil olhos dentro e fora de si.
Fechou os olhos abertos na nuca.
Abriu os olhos que Deus desenhou e seguiu.

O mundo está aqui para ser visto e revisto.
Veja.
Reveja.
Sinta.

Ass.: A mulher, cunhada, irmã, filha, mãe, esposa, amiga e etc que anda vivendo mais pra fora do que pra dentro.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Da série: Não sai da cabeça... Parte I

Já que ando impossibilitada de escrever... de aprofundar.
Deixo a música da vez, essa que não sai da minha cabeça. Fofa. Profunda. E linda.
Thanks, Chico. You are the man, como diria Obama.

E nasceu o amor






  Valsinha
Vinicius de Moraes - Chico Buarque/1970


Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar

Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar

E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda a cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz
1970 © Marola Edições Musicais, Vinicius de Moraes
Todos os direitos reservados. Copyrig
Internacional Assegurado. Impresso no Brasil



segunda-feira, 5 de março de 2012

E OS VENTOS TROUXERAM... BOAS VIBRAÇÕES!!!

Vim aqui AGRADECER o apoio.
E contar que tudo correu NA MAIS PERFEITA PAZ.
Heitor se comportou lindamente. Amou. Dormiu. Acordou e eu tinha ido tomar um café na esquina. Ele brincou horrores com uma moça que ele nunca viu na vida e, quando cheguei, ele me abriu um sorrisão. O café, na verdade, foi um suco de maracujá sem açúcar... 'Tomei-lo-o' com o celular na mão, apertando forte, com medo de não perceber quando ele tocasse... Tocou e a coordenadora me informa "Heitor acordou e está aqui numa boa..." Eu corri rua acima morrendo de saudades do meu filho depois de 20 minutos longe. O período inicial de adaptação que duraria 1 hora, durou 2. Só fomos embora porque nesse primeiro dia eu fui despreprada - não embalei o almoço pra viagem. Amanhã iremos com o almoço na manga. Chegamos em casa e ele almoçou estressadinho por conta dos dentes e das mil novidades. Estava excitadíssimo o pequeno. Lindinho. Dormiu a tarde normalmente. Dormiu até mais uma soneca (enquanto escrevo aqui). Delício amou brincar num cantinho diferente... E a mãe está aprendendo... Um passo por vez... Vinte minutos por dia.

VALEUUU

domingo, 4 de março de 2012

EXPLODI

E então que eu nem tratei desse assunto aqui porque, sei lá, não queria ainda, não estava pronta ainda, todos os outros montes de 'aindas' que vocês conhecem... Mas, o fato é que hoje eu explodi. De vez. Sem nem conseguir juntar os pedacinhos...
Heitor vai pro berçário.
Heitor começa a adaptação AMANHÃ.
O fato é que eu preciso me reorganizar para voltar a trabalhar e ganhar um dinheiro... Sabe esse negócio em notas que salva a vida da gente no final do mês e depois dá tchauzinho quando um novo mês começa? Então. Esse. Precisamos. Marido, eu e Heitor fofo. Eu sei que havia me planejado para ficar com ele em casa até ele completar 2 aninhos... E eu sei que não consegui cumprir esse planejamento. Só eu sei os motivos. Só eu sei como meu coração aperta, porque no fundo... Eu estou cansada tbm... Quero ir ao banheiro sozinha pela manhã, quero tomar café sentada. Quero estudar, quero trabalhar, quero andar na rua... sozinha. Um pouco só. Só um pouquinho sozinha.
E meu coração aperta...
Não é de calor, não.
Nem tanto de culpa.
Tá. 30% é culpa. 70% é ansiedade.
Não. 70% culpa, 10% melancolia e 20% ansiedade.
Não. Puta merda. É 100% maternidade. 100% amor e trocentos-milhares-de-milhões-porcento de um medo dusinfa.
Estou com medo... Culpada... Chorosa... Mas, sei que será ótimo. O berçário foi escolhido com cuidado... Ele já se mostrou mais do que disposto a interagir ali, curtir e brincar. Ele está bem! E eu vou ficar também, né?
Não vamos?
Não vamos ficar bem?
HEIN??

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Quando as palavras faladas fazem as malas e se vão
E quando as palavras escritas escorrem do papel e também se vão
E quando os sentimentos indescritíveis ficam mais tempo do que deveriam
O mundo parece ainda maior do que cada folha verdinha que o vento derruba no chão
(Versinho meu)

Posts longos não saem.
Posts imaginários, milhares.

Se me falta as palavras,
Vou então com pensamentos.
Se eles assim o falham,
Sigo sentindo o momento.
Se ainda sim o momento não tiver,
Não terei meu contentamento.
A mente já é errônea,
E a vida um contratempo.


Como vão os corações seguidores?? Beijos e luz! Muitas luz.



terça-feira, 31 de janeiro de 2012

JACARÉ-RÉ-RÉ

p.s. meu-arrastandinho-lindo

Caminhanças e Pontes

Ultimamente ando mais do que aqui.
Resolvi focar mais em mim do que em outra coisa... Para poder dar o melhor de mim a todos que amo, inclusive quem passa por aqui. Quem quiser me acompanhar, venha! Ficarei feliz... Quem não quiser, espera que eu volto lentamente pra cá, quando o foco mudar. Aos poucos equilibro os dois, quem sabe. Só vim dizer que estou ALI e já volto, ou não, será? Estou ali e resolvi fazer muito mais do que um blog de receitas... trata-se da minha vida, um aspecto, um pouco mais aberto...
Tenham cuidado e sejam gentis, amigas. O caminho é duro, mas a ponte é toda florida.

Beijos beijos.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

SETE MESES DE CREMOSIDADE E CROCÂNCIA

Filho, ontem você completou 7 meses. Isso quer dizer que passamos mais ou menos 210 dias juntos aqui fora da barriga da mamãe... Isso que dizer que você já tomou quase todas as primeiras vacinas e que você já rola no chão a uma velocidade impressionante... Isso que dizer que você se arrasta e se arrasta e logo logo deve engatinhar todo fofo pelo chão meio limpo da sala. Isso que dizer que você ainda não tem nenhum dentinho, mas quase. Isso que dizer que você já usa roupas tamanho 9-12 meses. Isso quer dizer que você já come papas salgadinhas! Isso que dizer que você quer pegar a comida do nosso prato e se interessa muito mais pelo mundo. Isso que dizer que você se mata de rir quando a Teca, a gata, passa perto de você (e ela te ignora naquele tom blasè que só as gatas têm). Isso que dizer que você me agarra os cabelos e me lambe toda... é como ter um cachorrinho fofo em casa, só que melhor. Isso que dizer que você outro dia gargalhou tanto que ficou vermelho e sem ar e eu chorei. Isso que dizer que o tempo está passando rápido demais, mas tá bom. Isso quer dizer que logo você fará 1 ano e eu ando doida já planejando sua festinha...
Isso que dizer que... eu não sei o que vai acontecer amanha... mas hoje... hoje é mais um dia que temos juntos.
Te amo.
Mamãe.
p.s. te canto uma música que você já conhece...


Dentro de mim (Luis Kiari)
Os teus olhos
Tem a cor dos
Meus sonhos
A estrela mais bela
Que se vê da janela do
Meu coração
Não, se avexe , não
Fique dentro de mim, viu ?
More sempre por lá ,sim !
Porque depois de você
Ninguém vai morar
Dentro de mim
Você é em mim
Um pedaço que não sou eu
Mas você é mais eu
Que qualquer pedaço de mim (2x)
Os teus olhos
Tem ardor e o ligeiro cansaço
Que me causa embaraço
Que me pega nos braços
Me tira o chão
Não , não finja não
Sabe que eu estou aqui , sim !
Que não sou sem você, não !
E se eu sou você
Juro não me perder pra mais ninguém
Você em mim
Um pedaço que não sou eu
Mas você é mais eu
Que qualquer pedaço de mim (2x)

****

sábado, 21 de janeiro de 2012

o NU e o CASTIGO (e o medo)

Vou misturar dois assuntos só porque não quero perder o fio, escrever apenas mentalmente e passar mais uns anos sem escrever por falta de idéia, tá? Perceberam a minha confusão interna? Prazer, Renata.
***
Aqui em casa eu fico nua e Heitor vê. É um momento de correria do dia, quando eu preciso me trocar e ele está acordado e fica no quarto comigo enquanto eu me troco para começar o dia... Heitor tbm vê o pai nu, quando estamos juntos no quarto e, sei lá, existe a necessidade de se tirar a roupa para algo. Não é nada de mais, a gente trata a coisa tão naturalmente que eu nem percebo na hora, mas depois eu penso... Confesso que eu fui criada assim. Minha mãe é uma louca despudorada dercy-style é tranquila quanto a isso; eu cansei de tomar banho com meu irmão quando éramos crianças e eu também tomava com meu pai, sem problemas. Meu pai tinha uma casa na praia e eu cansei também de dormir a soneca da tarde com um priminho na mesma cama. Cansei de ir à praia só com a parte de baixo do biquini. Cansei de olhar o peito da minha mãe e perguntar se o meu ia crescer também. Cansei de fazer um monte de pergunta (e cansei de não ter quase nenhuma respodida, mas ok). Claro que a adolescência chegou e ninguém continuou bancando o naturalista em casa. A gente foi se fechando, foi desejando mais privacidade... Não tinha mais banho com irmão, tá? Nem banho com pai e nem mãe pelada pela casa (ela me mataria se lesse meu blog)... Agora, onde eu quero chegar? Num insight puro e simples... descobri que eu tenho vergonha! Aliás, eu estou com vergonha de publicar esse post e fico, sim, um pouco encabulada. Será que é um problema? Será que mais pessoas pensam e repensam antes de tirar a roupa pro filho ou filha? Porque Heitor já tomou altos banhos chuveirados comigo e ok, tudo certo, mas mesmo assim... O que fazer? Falar casamiga? Levar pra terapia? Quando foi que eu perdi a inocência e deixei de ser aquela menina que ia pra praia só com a parte de baixo do biquininho?
p.s. favor não massacrar a blogueira.
***
Vocês, mães de bebês piticos, pensam no futuro educacional doméstico dos seus? Digo. Você pensa em como vai educar esse 'raio desse moleque' quando chegar a hora? Eu penso. Eu penso em conversas que poderemos ter e em momentos em que Heitor poderá me desobedecer, como só as melhores crianças fazem. Penso em quais reações eu poderei ter e tento, do meu jeito meio bagunçado, organizar métodos de ensinamento eficazes na minha cabeça. Mais eficazes do que os tapas ardidos que eu cansei de tomar na minha infância dos anos 80/90, pelo menos. Era comum, néra? Era comum a mãe esquentar a mão na bunda da gente, era comum orelha puxada e puxão de cabelo na hora da raiva materna. Na minha casa, pelo menos, era e é bem claro para mim o que eu não quero repetir disso tudo. Entretanto, contudo, todavia... Castigos são necessários, fazem parte e limites são essenciais, não acham? Daí, colocam na nossa frente um arsenal de livros e métodos de banquinho, reloginho, conversinha e desculpinha (e um monte de merdinha similar) e tudo isso me deixa louca... Afinal. Aquele banquinho da Super Nanny funciona? Aquela 'desculpa' no final tem algum fundo de entendimento ou a criança só fala o que a mãe quer ouvir pra sair daquele cacete daquele banquinho dusinfa? A criança tem mesmo que compreender tudo sempre ou rola o lance de 'faça x porque eu to mandando e ponto final?' É autoridade? É amizade? É conversa? Só um tapinha não dói?
p.s. favor não massacrar a blogueira ainda mais.
***
Help.
Eu me inspirei aqui.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Eu acho

Eu acho que já escrevi trocentos posts assim
Eu acho que nunca mais vou dormir além das 5am
Eu acho que nunca mais vou almoçar sentada à mesa
Eu acho que nunca mais vou almoçar sentada à mesa com o meu marido
Eu acho que nunca mais vou almoçar comida quente
Eu acho que nunca mais vou conseguir trabalhar 8 horas longe de casa
Eu acho que nunca mais vou conseguir assistir a um filme até o final (sem dormir)
Eu acho que nunca mais vou conseguir assistir a uma propaganda fofa sem chorar
Eu acho que eu esqueci como se escreve um monte de palavras que antes eu sabia
Eu acho que eu esqueci como se resolve uma equação simples
Eu acho que joguei meus óculos fora junto com o lixo de ontem
Eu acho que guardei o telefone na geladeira
Eu acho que esqueci de pagar o cartão de crédito
Eu acho que nunca mais vou conseguir pagar meu cartão de crédito
Eu acho que nunca mais vou deitar no sofá
Eu acho que eu nem sinto mais falta de tudo isso aí.
Eu acho que meu filho é a criança mais linda do mundo todinho
Eu acho que meu filho é a criança mais esperta do mundo todinho
Eu acho que meu filho é a cereja que faltava no meu bolo solado de chocolate
Eu acho que meu filho é a luz da casa.
Eu acho que eu sou o melhor que eu posso ser para ele, e tento melhorar um pouco mais a cada dia.
Eu acho que nunca mais vou duvidar da minha capacidade de resolver algo em 5 segundos
Eu acho que nunca mais vou comer mostarda sem pensar no coco do meu filho
Eu acho que nunca mais vou deixar de contabilizar e analizar os cocos do meu filho
Eu acho que nunca mais vou ter nojinho de nada
Eu acho que nunca mais vou ser minha, só minha
Eu acho que para sempre serei dele
Eu acho que esse menino vai me ganhar fácil, fácil
Eu acho... Não... Tenho é certeza.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Viajei

Então, gentem. Esses dias fomos passear em São Roque-SP. Delícia de lugar, bem calminho mesmo, sem nenhuma badalação (assim, bem como eu gosto). Ficamos num Hotel Fazenda e eu preciso compartilhar algumas coisinhas com vocês...

Heitor se revelou um ótimo companheirinho de viagem! Não deu trabalho nenhum, um fofo. Claro, viajar com os pequenos que se alimentam ainda de papinha + fruta + leite não é mole, mas a expressão da vez é 'JOGO DE CINTURA'. A gente tem que desapegar, né? Levei a papa salgada e o hotel, que tinha até uma boa estrutura para mães com pequenos, guardou para mim num freezer industrial para manter a qualidade. Eles iam me dando as papinhas conforme eu pedia e também me davam frutas do dia. Essas, eu picava no quarto mesmo, com uma faquinha e um copinho improvisados. Pronto. As mamadeiras eles lavavam para mim e eu esterilizava na copa, no microondas, todos os dias de manhã. Cada 'jeitinho' novo faz parte de curtir um canto diferente e sair completamente da rotina. 

Para a minha grande surpresa, descobri que Heitor nem é um menino assim tão sem rotina e ele seguiu um esquema bem parecido daquele que seguimos em casa, com pouca variação de horário. Isso foi, de fato, um dos pontos que fez com que eu ficasse tranquila. Heitor não estranhou quase nada o quarto e nem o seu berço (que logo foi substituído por um colchão no chão todo forradão e onde ele dormiu todo esparramadão). Ele dormiu a noite toda as três noites, acordando apenas uma vez para mamar, como de costume. No primeiro dia, ele demorou mais para fazer as sonecas e quase nem queria dormir. Mas, no segundo ele ja até pegava no sono sozinho quando íamos para o quarto descansar um pouco ou quando víamos que ele estava bem cansadinho. Ele deitava, ficava lá com seus brinquedos (que levamos de casa) e acabava pegando no sono. O ponto alto da viagem foi, certamente, o momento em que voltamos para o quarto depois de um longo passeio na área verde do Hotel, e deitamos os três na cama grandona king-size (super quero uma dessas um dia). Eu e marido conversávamos enquanto fazíamos cafuné na cabecinha do pequeno... e ele foi ficando molinho, molinho... até que dormiu! Dormimos por mais de duas horas juntos e eu chorei. Achei a coisa mais linda e deliciosa. É por essas e outras que decidi ter filhos. Hoje me sinto quentinha por dentro, completa, recheada de amor.

Heitor também estreou na piscina!! O hotel tem piscinas pequenas na área de piscina aquecida, um luxo..rs. E lá levamos o pequeno, que se esbaldou e gritava e gargalhava...rs. Um fofo de viver.
Nem preciso dizer que ele fez sucesso, né? A criança mais novinha do final de semana...rs...e a mais linda e gorducha também, cof cof cof.

Foi demais. Não vejo a hora de planejar mais e mais passeios como esse!

EU ME ESPARRAMEI

EU NADEI

EU DORMI

EU FUI OBRIGADO A USAR CHAPÉU

E SORRI - MUITO!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Sou humana. Tenho manias

Eu vivo sonhando com amiga virtual. Juro. Sonho, assim, com aquelas carinhas que vejos nas fotos nas mais inusitadas situações. Eu me achava a mais maluca das mulheres, até que me dei conta de que conheço vocês SIM. SIM. S-I-M-. A gente expõe um lado só nosso por aqui e acabamos por mostrar mais de nós do que imaginamos. O jeito de escrever, as palavras, as gírias, os palavrões, caixa alta, caixa baixa, gritaria e sussurro, choros e risos. Manias. A gente se mostra e acaba ficando íntima dazamiga, né? Eu acho. Tanto que um post da Dani (querida, me passa o link da postagem, please?) ficou na minha cabeça forever and ever. Era um sobre umas manias doidas que ela tem e resolveu compartilhar... É por causa de posts assim que a gente acaba por sonhar com as colega blogueira tudo, sabe? A gente fica sabendo das manias mais profundamente loucas de alguém e descobre que, pô, a gente se conhece, mano! Rola uma identificação, um amor profundo e muita, mas muita risada.
Sendo assim, depois de pensar sobre esse post por semanas e semanas, não consegui deixar de escrever um sobre as minhas... Algumas, tá? Para não assustar ninguém e perder seguidores.
Porque a gente tira a roupa, colega, mas não fica pelada.
***
- Eu tenho mania de arrumar a cebola bonitinha antes de usá-la em algum prato. Por exemplo, eu tiro a casca, sabe? E quando sai alguma parte branquinha junto e a cebola fica toda picotada por fora? Não pode. Eu tiro aquela camada rasgada e jogo fora. É. Não serve.

- Eu tenho mania de observar os tetos dos lugares onde vou. Claro que quando alguém fala comigo eu fico parecendo doida, olhando pra cima e tentando acompanhar o papo. Isso rola especialmente quando entro num lugar novo e grande. Aí, enquanto eu olho pra cima e vejo algo específico, eu penso 'nossa, sou muito esperta, porque ninguém olha pra cima. só eu'. Doida e metida (posso contar, ainda, que quando vejo lâmpadas ou objetos plurais, eu conto quantos tem, mas isso pareceria TOC e eu não tenho TOC).

- Quando vou a um evento com comes e bebes, eu sofro porque gosto de manter o gosto da boca balenceado. Por exemplo. Acabaram os salgados e é hora dos doces? Eu como um doce, mas guardo um salgado estrategicamente escondidinho. Porque depois do último doce, eu PRE-CI-SO comer esse salgadinho e equilibrar os sabores... Só que eu quando o salgado é muito salgado e 'apagou' o doce?? Eu como um docinho... E tento não parecer muito sem noção. Tento. Eu sou discreta.

- Eu costumava roer as unhas. Graças ao bom Deus eu consegui largar esse hábito, mas quando estou nervosa, adquiri a mania de roer apenas a unha do dedinho direito. APENAS. Se você me encontrar quando as mãos arrumadinhas e só aquela unha roída, pode apostar que eu passei nervoso. APOSTE. (preciso dizer que eu sofro hoje por não conseguir mais arrumar as unhas como gostaria).

- Tenho mania de mãos, aliás. Eu adoro mãos. Femininas e masculinas. Quando saio, eu observo as mãos do povo, encontro alguma bonita e classifico. Tenho toda uma classificação para mãos, conheço pessoas com tipos de mãos parecidas e tenho meu conceito de mãos feias e mãos perfeitas. As minhas são mais ou menos ajeitadinhas, tá? Mas, poderiam ser melhores.

- Complementando, tenho horror a alguns pés. Quando eu participava de blogs de unhas e esmaltes, eu não podia ver uma foto de um pé esmaltado. NÃO PODIA. Me dava medo.

- Eu também não gosto de fazer massagens ou ter alguém passando algum tipo de creme na minha pele, principalmente rosto. Isso vale só para pessoas completamente desconhecidas, por exemplo, numa clínica de estética. Morro de aflição. O creme no rosto me angustia, a pessoa encostando. Não. Não gosto de clínicas de estéticas brancas demais e com mãos demais encostando na gente.

- Tenho mania de comprar alguma besteirinha para simbolizar um dia legal. Tipo um souvenir de um certo dia. No dia em que saímos do hospital com o Heitor, por exemplo, eu comprei uma caneta com um frufru na ponta... é sempre algo bobo, mas que me lembra daquele dia. Às vezes é um bombom, às vezes é um jornal.

- Sabe aqueles equipamentos eletrônicos que vem com um plástico cobrindo a tela, protegendo? Não consigo tirar aquilo por um bom tempo. Tenho mania de ir tirando bem lentamente, um milímetro por dia, assim eu finjo que o troço caiu sozinho de velho e um dia eu tiro tudo, sem culpa.

- Adoro bala de goma. NÃO COMO BALA DE GOMA AZUL. Todas as outras, ok. Fim.
***
Algumas manias eu estou mudando por causa de algumas resoluções de Ano Novo. Eu conto. Cenas do próximo capítulo.
***
EM TEMPO!! - O LINK PRO POST DA DANI É ESSE AQUI.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

OS NÚMEROS

Filho, dia 24 você completou 6 meses.
Era véspera de Natal e a mamãe se perdeu, se atrapalhou.
Dia 22 você iniciou nas papinhas salgadas e a mamãe se atrapalhou um pouco, mas está pegando o jeito.
2011 foi um ano querido, especial, filho.
Se hoje, aos 6 meses, você vira de um lado e de outro, balbucia um monte de palavra sua, grita e gargalha lindamente, é porque passamos por bons bocados antes disso, né?
2011 somam 4.
2+1+1
É um número legal, filho. A mamãe se amarra em números. Não que eu entenda disso, mas eu só gosto.
Nós três vivemos uma revolução por dentro e por fora.
2011 foi o ano em que você me fez mãe. O ano em que eu errei absurdamente e acertei também.
Foi o ano em que eu mais chorei na vida.
O ano em que eu mais ri na vida.
O ano em que eu mais gastei dinheiro.
O ano em que eu mais fiz contas para ver se o dinheiro daria.
O ano em que eu mais amei seu pai repetidamente, mais e mais.
O ano em que eu mais amei.
O ano em que eu conheci um homem que eu não conhecia antes ao meu lado.
O ano em que ele me conheceu mãe, mais forte e decidida.
O ano em que brigamos, nos desencontramos e nos resgatamos.
O ano em que eu aprendi mais lições na minha curta vida de 28 anos.
O ano em que eu amadureci 10 anos.
O ano em que eu envelheci uns 15, só de olheiras e dores nas costas.
O ano em que eu rejuveneci uns 20, só de gargalhadas que demos juntos.
2011 será para sempre um ano inesquecível.
Agora vem 2012, filho, e a gente continua se encontrando a cada segundo nesse percurso.
Logo você fará 7, 8, 9 meses e eu me sinto privilegiada em ter conhecido um carinha tão legal quanto você.
Eu me sinto privilegiada em poder acompanhar todos os 'primeiros' momentos a cada novo mês.
Em 6 meses você me deu tantas alegrias, que eu não poderia deixar de lhe agradecer por ter me escolhido como sua mãe (como eu acredito que deve acontecer nesse mundo). Eu não poderia deixar de agradecer a Deus, ao Deus que eu acredito, por ter mais um dia ao seu lado. Por cada nascer do sol que assistimos juntos... por cada golfada na minha blusa e por cada cocô. Sim, não ria, é verdade! Eu agradeço por cada obstáculo e por cada lição.
Em 2011 eu aprendi que eu posso, sou capaz.
Em 2012 seguiremos aprendendo juntos.
***
Desejo a todos muita saúde e vontade de seguir. Junto. Sempre junto.
Vontade, fé e saúde.
O resto é resto.
***
porque aqui a gente cospe na cara do mal-humor, chegado!


sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Que a força esteja com vocês!

Olá, pessoas que perdem tempo lendo as besteiras que eu posto aqui... Eu penso em vocês quase todos os dias, sabiam? Fazem parte da minha vida, dos momentos de calmaria em que eu consigo parar um pouco a rotina louca e pensar em mim... 
No dia de hoje, eu quero desejar a todas/todos que passam por aqui um excelente Natal. Que vocês encontrem forças para acreditar no ano que vem chegando. Que vocês encontrem forças para deixar de lado qualquer probleminha chato desse ano que está terminando. Que vocês encontrem forças para enfrentar o leão de cada dia, hoje e sempre. Às vezes, a gente nem chega a matar o coitado... mas, damos um belo susto no sujeito, não?
Que vocês encontrem forças simplesmente.
Que vocês nunca se esqueçam de que os filhos tem a lição mais importante a nos ensinar - a magia de continuarmos sendo criança por dentro, mesmo que um pouquinho. Precisamos continuar. Precisamos. Precisamos nos lembrar de rir das situações ruins, rir de nós mesmos, rir do espelho, rir do mundo. Mas, não falo de um riso prejudicial, maldoso... falo de um riso puro, um humor verdadeiramente infantil. Precisamos comer chocolate num dia comum e nem sentir culpa por isso. Precisamos amar nosso corpo, nossa vida e nossa família. Nossos amigos e os amigos dos nossos amigos. Precisamos amar.
Que vocês encontrem forças para amar simplesmente, apesar de.
Apesar daquela cara amarrada, daquela grosseria gratuita, daquele rancor inexplicavelmente doloroso. Apesar dos tombos, levante.
Apesar das lágrimas, sorria!
Que nesse novo ano, vocês tomem ao menos uma chuvarada na cabeça. No meio da rua.
Que vocês tomem, ao menos, uma taçona de sorvete de chocolate com cobertura.
Que vocês brinquem no chão com os filhos, na lama, na areia suja do parquinho.
Que vocês se joguem na piscina. Assim. Fazendo aquela bomba e molhando todo mundo em volta.
Que vocês sejam vocês... e se sintam confortáveis sendo vocês.
Eu, para mim, desejo apenas ser feliz. AGORA. Nunca mais planejo sem cumprir. Nunca mais deixo para amanha.
Prestem atenção. O amanha é uma ilusão.
Boa sorte. Boas Festas. Bom Natal. Boa Vida!
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O amor renasce todos os dias... olha em volta... e vê.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Metas para 2012

Eu programei o post de Feliz Natal e não programei esse pro dia 31 porque ordenar não é comigo, entendam. Eu penso num troço e tenho que fazer na hora, tal o grau da minha ansiedade patogênica.
Pois é.
Resoluções.
Eu sou a rainha de resolver e não fazer. Planejar e não agir. Prometer a mim mesma e não cumprir. Mudar de idéia. Área profissional imaginária. Cursos. Largar na metade, começar outro e não terminar. Sou a rainha de começar e não terminar. Um dia eu conto minha trajetória e vocês vão é rir da minha cara. Aposto.
Só que eu hoje sou mãe e me sinto mais madura, mais inteligente e responsável e mais capaz de cumprir minhas resoluções... Obrigada, agora pode rir de novo.
E vamos a elas:
1 - Organizar as contas de casa, ou seja, organização financeira.
2 - Organizar as coisas de casa, ou seja, organização espacial - armários do quarto são os primeiros.
3 - Aprender a fazer sushi/sashimi e etcéteras japas.
4 - Emagrecer 10kg - pra começar, dez quilos num ano é possível, vai.
5 - Fazer algum tipo de exercício físico - algum tipo... pode ser aquele mesmo que vocês pensaram, ou outro mais regularmente.
6 - Organizar a primeira festa do meu pitchucolino lindão
7 - Organizar meus planos profissionais - e colocar em prática ao menos a parte introdutória (falarei mais quando chegar decidir tudo com mais calma)
8 - Cuidar mais da minha pele - lavar, adstringir, hidratar - pelo menos - todos os dias.
9 - Fazer um baita check-up medico com tudo e mais um pouco.
10 - Agora vocês vão rir... Mas, minha meta de vida é conseguir ter um pensamento positivo todo dia, assim que acordo. Então, a última meta tem a ver com otimismo. Quero ser mais otimista esse ano.
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E vocês? Já organizaram suas resoluções para 2012? Fazem isso todo ano e nunca seguem, como eu? Não fazem e acham a maior babaquice do mundo?
Falaê!